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Fortunas latino-americanas sobem US$ 1,3 tri em meio a incertezas

Riqueza financeira da América Latina sobe 17,7% em 2025, impulsionada por ações e mercados globais, com previsão de 7% ao ano até 2030

Previsão do BCG é de que a riqueza financeira na América Latina cresça a uma taxa de 7% até 2030 (Foto: Shutterstock)
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  • A riqueza financeira da América Latina cresceu 17,7% em 2025, somando US$ 1,3 trilhão, conforme o Relatório Global sobre Riqueza 2026 do Boston Consulting Group.
  • A projeção é de crescimento de 7% ao ano na região até 2030, com os ativos reais subindo 14,2% e os passivos avançando 20,3% em 2025.
  • O patrimônio líquido na América Latina avançou 15,2% no ano, em meio a desempenho de ações globais que sustentaram a riqueza transfronteiriça.
  • Globalmente, a riqueza financeira subiu 10,7% para US$ 333 trilhões em 2025, com o ouro registrando alta significativa de cerca de 44%.
  • O BCG ressalta a resiliência da região, beneficiada por distanciamento de grandes tensões geopolíticas, fundamentos macroeconômicos relativamente sólidos e política econômica estável.

A riqueza financeira da América Latina avançou 17,7% em 2025, chegando a US$ 1,3 trilhão a mais no ano. O dado é parte do Relatório Global sobre Riqueza 2026 do Boston Consulting Group (BCG). Aí está a leitura principal: a região ampliou seus ativos financeiros mesmo diante de tensões globais.

Globalmente, a riqueza financeira cresceu 10,7% em 2025, totalizando US$ 333 trilhões. O aumento ocorreu em meio a guerras comerciais, tensões geopolíticas e inflação, segundo o BCG. O relatório aponta disparidades entre mercados que geram riqueza e aqueles mais impactados pela incerteza.

Na América Latina, o patrimônio líquido subiu 15,2% em 2025, com ativos reais crescendo 14,2% e passivos 20,3%. Esses componentes formam a base dos ganhos observados na região, que tende a crescer cerca de 7% ao ano até 2030, segundo as projeções do estudo.

O documento ressalta que a resiliência latino-americana possívelmente se deve a fundamentos macroeconômicos sólidos e a uma política econômica estável, além de a região manter papel relevante como fornecedora de manufaturas e matérias-primas.

Em termos globais, o ouro foi o ativo com maior alta, cerca de 44%, apoiado por compras de varejo e por movimentos de bancos centrais em direção a reservas de ouro, conforme o BCG. Ações tiveram alta de 13,2% e imóveis, 7,4%.

Desempenho regional e projeções

A Ásia-Pacífico foi o motor do crescimento global, comumente impulsionado pela cadeia de suprimentos da inteligência artificial. A China continental liderou esse ganho na região, com alta de 15% em 2025 e expectativa de 9% ao ano até 2030.

A América do Norte teve expansão mais moderada, de 7,4%, influenciada pela desvalorização do dólar e pelo desempenho concentrado em ações de grande capitalização. A Europa Ocidental destacou-se com 15,3% de crescimento, ajudada por variações cambiais e maior poupança familiar.

Para os próximos cinco anos, a BCG estima expansão anual de aproximadamente 5% na Europa Ocidental e 7% na região Oriente Médio e África, com riscos ligados à geopolítica, inflação e desenvolvimento de mercados de capitais locais.

Países latino-americanos em ranking mundial

Entre 2024, Chile, México, Brasil e Colômbia figuraram entre os 50 países com maior riqueza financeira líquida per capita, conforme Allianz Global Wealth Report 2025. Chile liderou o ranking regional, com patrimônio de US$ 21.229 por pessoa, seguido por México e Brasil.

O estudo da Allianz analisa ativos financeiros brutos das famílias, incluindo depósitos, investimentos e dívidas, em 57 países, representando 91% do PIB global. No fim de 2024, ativos globais somaram aproximadamente € 210 trilhões.

O relatório aponta que, ao longo da última década, ativos globais quase duplicaram, com o crescimento de 2024 a sustentar expectativas de continuidade nos próximos anos.

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