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Desemprego no Brasil sobe e taxa fica em 5,8%

IBGE aponta queda da taxa para 5,8% no trimestre até abril, com 6,322 milhões de desempregados e ocupação mantida em nível elevado

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  • O desemprego ficou em 5,8% nos três meses até abril, abaixo de 6,1% nos três meses até março e acima de 5,4% no trimestre até janeiro.
  • O total de desempregados foi de 6,322 milhões, alta de 8,0% frente ao trimestre até janeiro, mas queda de 11,3% ante o mesmo período de 2025.
  • O total de ocupados ficou em 102,333 milhões, redução de 0,3% em relação aos três meses anteriores, mas alta de 1,1% ante o mesmo período de 2025.
  • O mercado de trabalho aparece resiliente, mantendo geração de trabalho e renda mesmo com a elevação sazonal da taxa de desemprego.
  • O rendimento real médio de todos os trabalhos ficou em R$ 3.732,00, estável em relação ao período anterior, com alta de 0,3% ante janeiro e 5,3% ante 2025.

Nos três meses até abril, o Brasil registrou aumento sazonal no número de desempregados e a taxa de desemprego ficou em 5,8%. O dado é divulgado pelo IBGE e mostra queda em relação aos três meses até março (6,1%), mas alta ante o trimestre anterior (jan-mar, 5,4%).

No mesmo período do ano passado, a taxa foi de 6,6%. A divulgação aponta que a leitura ficou ligeiramente abaixo do esperado pela Reuters, que estimava 5,9%. A explicação inicial cita sazonabilidade em setores como comércio e serviços pessoais.

A pesquisadora Adriana Beringuy, coordenadora do estudo, aponta que o aumento da desocupação decorre principalmente de variações sazonais. Ela destaca que atividades aquecidas no fim de 2025 não retêm parte dos trabalhadores.

Mercado de trabalho e renda

Apesar da elevação da taxa, o mercado permanece resiliente e com patamar de ocupação relativamente alto. Espera-se leve crescimento gradual ao longo do ano, aliado à perda de fôlego da economia.

Nos três meses até abril, o total de desempregados atingiu 6,322 milhões, alta de 8,0% frente ao trimestre anterior, mas queda de 11,3% ante o mesmo período de 2025. A população ocupada ficou em 102,333 milhões, queda de 0,3%.

A participação de trabalhadores com carteira assinada caiu 0,2% no trimestre, já os que não tinham registro em carteira recuaram 1,1%. O rendimento real consolidado ficou em 3.732 reais, alta de 0,3% frente a janeiro e 5,3% ante o ano anterior.

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