Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Azulejos reciclados sem forno fecham piloto com fornecedor britânico

Dekiln e Johnson Tiles fecham piloto para ampliar tiles sem kilns na indústria britânica, visando reduzir energia e aumentar conteúdo reciclado.

Part of the Johnson Tiles factory in Stoke-on-Trent, the historic home of British ceramics.
0:00
Carregando...
0:00
  • Dekiln, startup de Manchester, fechou acordo com a Johnson Tiles para um projeto piloto de fabricação de peças em Stoke-on-Trent, no Reino Unido.
  • As peças são feitas com resíduos de gesso/plaster reciclado e aglutinantes à base de plantas, endurecidas em estante a 35°C, sem uso de forno alto.
  • A tecnologia reduz mais de 90% do consumo de energia e utiliza mais de 95% de conteúdo reciclado em cada peça.
  • O piloto ocorre em meio a apoio governamental de 120 milhões de libras para a indústria de cerâmica e químicos do país, diante do fechamento de várias empresas por custos de energia.
  • Os azulejos são indicados para uso interno em paredes (à prova d’água, mas sem aplicação externa até o momento); a Johnson Tiles visa retomar a produção na antiga fábrica de Stoke dependendo do sucesso do piloto.

A startup de Manchester desenvolveu ladrilhos cerâmicos sem uso de forno, a partir de resíduos, e fechou acordo de pilotagem com um dos maiores fornecedores de britânicos. A parceria com Johnson Tiles destina-se a escalar a tecnologia de baixo carbono em um site de produção experimental em Stoke-on-Trent.

Dekiln, comandada pelo engenheiro de biomateriais Aled Roberts, juntou-se à Johnson Tiles para testar a fabricação de tiles em um ambiente real. Os painéis, feitos com rejunte de gesso reciclado e ligantes vegetais, endurecem em uma prateleira de secagem a 35°C.

A proposta elimina fornos que atingem até 1000°C, resultando em economia de energia superior a 90% e mais de 95% do conteúdo reciclado. A empresa surgiu em 2021 a partir de experimentos com resíduos de construção no próprio laboratório de Roberts.

A operação piloto surge dias após o governo anunciar um pacote de apoio de 120 milhões de libras ao setor, diante do fechamento de várias cerâmicas por custos energéticos elevados. A indústria local sofreu forte impacto com tarifas de energia.

A região de North Staffordshire viu o número de cerâmicas cair de 137 em 2018 para 123 em 2024, conforme dados locais. A necessidade de soluções mais sustentáveis é destacada pela gestão municipal diante de altas tarifas de gás desde 2022.

Roberts afirmou que o setor cerâmico britânico enfrenta impactos graves, citando fechamentos notórios de empresas do ramo nos últimos anos. O fundador aponta alta eficiência da tecnologia em comparação aos métodos tradicionais.

A Johnson Tiles haltou a produção em 2024, mas pode retomar a fábrica em Stoke com a nova tecnologia se o piloto for bem-sucedido. O diretor de compras da Johnson Tiles participou do processo de gestão da aquisição de 2024.

Roberts informou que as telhas Dekiln oferecem melhor isolamento, pouca contração e maior variedade de pigmentos, com possibilidade de personalização. Um limite atual é o uso apenas interno em paredes, com necessidade de aprimoramento para áreas externas e pisos.

A Dekiln obtém gesso industrial de resíduos da própria cerâmica, reduzindo custos de descarte para as empresas parceiras. O apoio financeiro envolve investidores como Green Angel Ventures e Frontier IP, além de recursos da Royal Academy of Engineering.

Outras iniciativas buscam tornar a cerâmica mais sustentável, como a Alusid, que fabrica tiles a partir de resíduos industriais e vidro, com temperaturas menores de queima. Empresas locais avaliam inovação como fator estratégico para o setor.

Roberts afirmou que já utiliza as telhas Dekiln em uso doméstico e espera licenciar a tecnologia para outros fabricantes. A expectativa é de que, no futuro, as telhas estejam disponíveis em redes de varejo como Topps Tiles.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais