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Fãs australianos do BTS criticam prática da Ticketmaster com preço oculto

Consumidores denunciam tática predatória da Ticketmaster ao ocultar preços até a pré-venda; defesa: exige-se transparência sob a ACL

K-pop boy band BTS performing in Seoul as part of their comeback world tour Arirang.
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  • Fãs australianos do BTS acusam a Ticketmaster de táticas “predatórias” ao não divulgar os preços dos ingressos antes da pré-venda e venda geral, marcada para a semana que vem.
  • A Ticketmaster Australia confirmou shows em Melbourne (Marvel Stadium) e Sydney (Accor Stadium) em fevereiro de 2027 como parte da turnê de retorno do grupo após hiato de quatro anos, mas não detalhou os valores previamente.
  • O movimento gerou críticas do CPRC, que classifica a estratégia como manipuladora e injusta, argumentando que fãs devem saber o preço antes de entrar na fila de venda.
  • Além do preço, fãs precisam pagar uma taxa para se tornar Army oficial na aplicativo Weverse para acessar a pré-venda.
  • O Australian Competition and Consumer Commission afirma que, segundo a Lei do Consumidor Australiana, empresas devem apresentar preços claros e precisos, mas não é obrigatório revelar preços com antecedência; mudanças legais podem chegar em julho do próximo ano.

O BTS divulgou shows na Melbourne Marvel Stadium e no Sydney Accor Stadium para fevereiro de 2027, marcando o retorno do grupo sul-coreano após quatro anos. A prefeitura de divulgação ainda não detalhou os preços das entradas antes das pré-vendas e da venda geral, que ocorrem na próxima semana.

Consumidores e organizações de defesa do consumidor critiram a estratégia da Ticketmaster Austrália, ligada à Live Nation, de manter os preços ocultos até a abertura da fila de espera. A empresa assegura que os valores serão exibidos ao abrir a sala de espera e não devem mudar durante a pré-venda de fãs e a venda geral.

O Consumer Policy Research Centre, grupo independente, qualificou a tática como manipuladora e injusta, destacando que fãs de diferentes países costumam ver faixas de preço antecipadamente. A executiva-presidente do CPRC afirmou que a opacidade pode levar a decisões de compra apressadas, sem informações completas.

Fãs recorreram às redes sociais para reclamar da fila de espera digital e da exigência de pagar uma taxa para se tornar membro oficial Army no aplicativo Weverse, condição para acessar a pré-venda. Postagens destacam a ausência de mapas de assentos e de preços antes da abertura das vendas.

Ao abordar o tema, o ACCC afirmou que não costuma comentar sobre casos específicos. Em linha geral, a lei australiana exige que empresas apresentem preços claros e não enganem os consumidores sobre o custo de bens ou serviços. O órgão sinalizou que a divulgação prévia de preços seria um indicativo de conformidade.

Analistas lembram que, se aprovada, a proposta federal para endurecer práticas comerciais injustas pode proibir padrões digitais que criem urgência artificial ou dificultem decisões financeiras racionais. A mudança legal está prevista para entrar em vigor somente em julho do próximo ano.

O Guardian Australia pediu comentários a Andrew Leigh, responsável pela área de competição, além de representantes da Ticketmaster e da Live Nation, mas as respostas ainda não foram divulgadas. A situação continua em acompanhamento com jornais e autoridades do país.

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