- O Ibovespa caiu 0,69%, para 176.589,03 pontos; a sessão teve mínima de 175.516,11 e máxima de 177.815,95, com volume de R$ 22,63 bilhões.
- O petróleo Brent subiu 3,6%, para US$ 99,58 o barril, após ataques dos EUA ao Irã; Washington chamou as ações de defensivas e Teerã acusou violação do cessar-fogo.
- O temor de novo aumento de inflação global, diante do petróleo mais alto, ajudou a pressionar o humor dos investidores, mesmo com avanço de algumas ações locais.
- Destaques: Braskem caiu 5,81%; Ambev subiu 1,16% com revisão positiva de recomendação; Itaú Unibanco e Bradesco tiveram quedas, em linha com o setor financeiro.
- O dólar fechou perto da estabilidade, em R$ 5,0272, com o dólar futuro a R$ 5,0355; o Banco Central também divulgou déficit em transações correntes de US$ 1,765 bilhão em abril, compensado pelo IDP de US$ 8,912 bilhões.
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, pressionado pela alta do petróleo e por ataques dos EUA contra alvos no Irã. O índice caiu 0,69%, para 176.589,03 pontos, com a mínima em 175.516,11 e a máxima em 177.815,95. O volume financeiro somou 22,63 bilhões de reais.
A sessão começou sob a notícia de ataques norte-americanos no sul do Irã, considerados defensivos por Washington, enquanto Teerã chamou de violação do cessar-fogo. O petróleo Brent subiu 3,6%, para 99,58 dólares o barril, ante a possibilidade de avanço de um acordo de paz.
Cenário de petróleo e mercado
Analistas destacam que as notícias do Oriente Médio fragilizam a percepção sobre negociações e ajudam a sustentar a alta do petróleo, o que pressiona a inflação global e o humor dos investidores. O WTI americano registrou queda, acompanhando o recuo do Brent em parte da sessão.
Desempenho por ativos
No Ibovespa, Itaú Unibanco recuou 0,64% e Bradesco caiu 1,27%, com o setor financeiro em terreno negativo. Petrobras avançou 0,09% na PN e 0,41% na ON, acompanhando o movimento do petróleo. Vale teve queda de 0,62% em dia de recuo do minério na China.
Destaques setoriais
Braskem caiu 5,81%, com analistas do Citi destacando mudança de cenário para petroquímicos. A autoridade elevou preço-alvo para 14 reais, mantendo recomendação neutra/alto risco. C&A ficou 4,77% abaixo, refletindo ajuste após alta anterior.
Novo impulso e câmbio
Ambev subiu 1,16%, com BTG Pactual elevando recomendação para compra e preço-alvo para 20 reais. O dólar fechou próximo à estabilidade, em 5,0272 reais, com leve alta de 0,16%. O dólar futuro para junho operava em 5,0355 reais.
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