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Quinto Leilão Eco Invest destina recursos a fertilizantes verdes e combustíveis

Brasil mira levantar R$ 50 bilhões no quinto leilão do Eco Invest, para fertilizantes verdes, combustíveis sustentáveis e tecnologias de ponta

Funcionário municipial abastece caminhão com o biocombustível BeVant, produzido pela Be8, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul
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  • O quinto leilão do Eco Invest prevê levantar cerca de R$ 50 bilhões, com foco em tecnologias sustentáveis, incluindo fertilizantes verdes, baterias, combustíveis sustentáveis, automação e química verde.
  • O leilão, último do atual governo, visa atrair capital privado via Fundo Clima e promover roadshow nos Estados Unidos, Europa e China.
  • Serão criados seis fundos de inovação, cada um com R$ 1,5 bilhão de capital público, com possibilidade de até duas vezes esse valor em recursos privados.
  • Também haverá até R$ 1 bilhão adicionais por fundo, em crédito, para estimular financiamentos, com alavancagem mínima de três vezes pelo capital privado.
  • Pelo menos 0,5% dos recursos totais será repassado a fundo perdido para pesquisa universitária, e 10% do portfólio de cada fundo deverá envolver empresas que contratem pesquisas acadêmicas ou tragam tecnologias de fora.

O governo federal pretende levantar R$ 50 bilhões no quinto leilão do programa Eco Invest, o maior até agora, com foco em tecnologias sustentáveis. O objetivo é atrair investimentos privados, com uso de capital público do Fundo Clima.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, em conjunto com os resultados do quarto leilão. O governo pretende apresentar a iniciativa em roadshows nos Estados Unidos, Europa e China, para atrair investidores estrangeiros.

As seis áreas prioritárias são fertilizantes verdes, sistemas de baterias e minerais críticos, combustíveis sustentáveis, automação e IA em produção, química verde e reciclagem de resíduos. Todas somam a estratégia de inovação.

Estrutura de apoio e investimentos

Serão criados seis fundos de inovação, um por setor, cada um recebendo R$ 1,5 bilhão do capital público. Bancos poderão aportar até o dobro em capital privado para cada fundo.

O Eco Invest oferecerá ainda até R$ 1 bilhão adicional por fundo na forma de crédito, exigindo que bancos participantes elevem a alavancagem para três vezes o valor captado.

Um terceiro eixo destina 0,5% dos recursos totais a ações de pesquisa e empreendedorismo em universidades e instituições científicas, a fundo perdido.

> Além disso, pelo menos 10% do portfólio de cada fundo deverá envolver empresas que contratem pesquisas universitárias ou domesticem tecnologias já estudadas no exterior.

O leilão permanece aberto para propostas até julho. Bancos formam consórcios com instituições internacionais para levantar recursos e propostas com 15% a 45% de capital estrangeiro.

Cada fundo ficará sob gestão de uma única instituição financeira vencedora, com limite de três fundos por banco. Caso os projetos superem o esperado, parte dos ganhos poderá retornar ao Tesouro.

Quadro do quarto leilão

O quarto leilão priorizou bioeconomia, ecoturismo e infraestrutura na Amazônia Legal, com demanda de R$ 29,3 bilhões e propostas de oito bancos. Quatro instituições venceram: BB, BTG, Bradesco e ABC Brasil.

Os vencedores comprometeram investimentos de R$ 13,2 bilhões, com alavancagem média de 4,3 vezes o capital público. O Eco Invest, criado em 2024, já mobilizou cerca de R$ 140 bilhões até o momento.

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