- Flávio Bolsonaro criticou juros altos, burocracia e dificuldade de acesso ao crédito para produtores rurais durante visita à AgroBrasília.
- O senador disse que o Estado deveria apoiar quem produz, não sufocar o setor com entraves, e que pretende defender medidas para ampliar o financiamento rural.
- As falas ocorrem em meio a cobranças por mudanças no crédito rural e no próximo Plano Safra, com produtores sob pressão por custos e inadimplência.
- O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, descreveu uma tempestade perfeita de custos para o setor, com juros elevados, crédito escasso, frete e insumos caros, e custo efetivo de até vinte por cento.
- Lupion criticou o modelo do Plano Safra e pediu mais recursos para seguro rural, apontando que a situação fiscal do governo pode dificultar atendimentos de demandas que variam entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões.
Durante visita à AgroBrasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta sexta-feira (22) a burocracia, os juros altos e o acesso restrito ao crédito para produtores rurais. Ele classificou a atual conjuntura como uma “tempestade perfeita” para a safra deste ano e pediu mais apoio do governo.
Bolsonaro esteve em Brasília conversando com produtores, empresários do setor e representantes agropecuários. O parlamentar manifestou preocupação com o aumento da inadimplência e afirmou que o Estado deve priorizar o suporte ao agronegócio em vez de impor entraves.
Ele reforçou que pretende defender medidas para reduzir obstáculos ao financiamento rural e ampliar o acesso a crédito. O discurso ocorreu no contexto de debates sobre o Plano Safra e a posição do governo frente ao agronegócio.
Contexto do crédito e do Plano Safra
A atuação de Flávio Bolsonaro acompanha pressões de dirigentes do setor por mudanças nas condições de financiamento. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, disse que juros elevados, insumos caros e frete alto elevam o custo de produção.
Lupion apontou que produtores convivem com custos de insumos, diesel, transporte e dificuldades para obter fertilizantes, além de financiamentos com custo efetivo de até 20%. Ele citou risco financeiro e endividamento entre os produtores.
O deputado também criticou o modelo atual do Plano Safra, afirmando que os recursos anunciados pelo governo não costumam chegar aos produtores de forma suficiente. A situação fiscal do país, segundo Lupion, pode limitar o atendimento às demandas do setor.
Perspectivas e preocupações no setor
O líder da FPA mencionou a necessidade de ampliar o financiamento rural e de melhorar a cobertura de seguro rural. A subvenção ao seguro é vista como fator que pode reduzir o custo de crédito para o produtor e mitigar riscos de produção em cenários de alta imprevisibilidade.
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