- A Standard Chartered, com sede em Londres, planeja cortar cerca de 7.800 cargos de back-office, principalmente devido à automação por IA.
- O banco pretende reduzir 15% dos cargos de back-office até 2030, em uma força de trabalho global de quase 82 mil empregados.
- O CEO Bill Winters pediu desculpas por chamar parte dos trabalhadores afetados de “capital humano de menor valor” e tentou explicar o contexto em posts anteriores.
- Winters publicou um pedido de desculpas no LinkedIn após críticas a seus comentários e manteve que há responsabilidade em ajudar colegas a migrar para funções de maior valor.
- Os cortes afetam principalmente centros de back-office, incluindo Chennai, Bengaluru, Kuala Lumpur e Varsóvia, como parte de uma transformação anunciada junto com metas de retorno aos acionistas.
Bill Winters, CEO do Standard Chartered, pediu desculpas após comentários que qualificaram parte dos quase 8 mil funcionários que podem perder o emprego para a inteligência artificial como “capital humano de menor valor”. A instituição, com sede em Londres, confirmou planos de eliminar cerca de 7.800 vagas no back-office, principalmente por automação. A medida integra uma série de movimentos para reduzir custos e reorganizar operações.
Winters divulgou o pedido de desculpas no LinkedIn na sexta-feira, após reação negativa a uma postagem anterior em que explicou o contexto mais amplo das mudanças. Na primeira mensagem, ele afirmou que funções consideradas de menor valor estão mais expostas à automação e ressaltou a responsabilidade da empresa em ajudar os colegas a migrar para funções de maior valor.
A partir das críticas, o executivo retornou à rede social para esclarecer que reconhecia o desagravo de parte do público, ainda que tenha mantido a defesa de que a transformação tecnológica requer adaptação. Além disso, o grupo protocolou o objetivo de manter uma comunicação honesta sobre impactos da tecnologia, ao mesmo tempo em que busca apoiar a equipe na transição.
Reação pública e acompanhamento
Especialistas e trabalhadores criticaram a escolha de palavras, questionando a distinção entre valor de funções e o tratamento dado aos colaboradores. Comentários também destacaram a necessidade de políticas de recolocação eficazes e de comunicação sensível por parte da diretoria.
Detalhes dos cortes e local de atuação
A instituição planeja reduzir 15% dos empregos no back-office até 2030, em um quadro que envolve centros de operações em Chennai, Bengaluru, Kuala Lumpur e Varsóvia. A empresa contabiliza uma força de trabalho global próxima de 82 mil pessoas, com impacto mais significativo nas áreas administrativas.
Contexto estratégico
Os cortes ocorrem em meio a uma estratégia de transformação de longa data, que tem como objetivo reposicionar o Standard Chartered como banco com perfil mais estável e lucrativo. A medida acompanha também metas de retorno aos acionistas anunciadas na atualização de estratégia.
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