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Brinquedos Estrela solicita recuperação judicial

Fabricante Estrela entra com pedido de recuperação judicial para reestruturar passivo; dívida não informada e plano será apresentado aos credores

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  • A fabricante Estrela pediu recuperação judicial nesta quarta-feira (20) em Minas Gerais, para reestruturar o passivo do grupo.
  • A empresa cita aumento do custo de capital, restrição de crédito e mudança no comportamento de consumo, com maior competição digital, como fatores que pesaram na sua situação financeira.
  • O objetivo é reorganizar o endividamento, preservar a continuidade das atividades, empregos e geração de valor para os stakeholders.
  • O plano de recuperação judicial será apresentado oportunamente para aprovação dos credores; o valor da dívida não foi informado.
  • Às 12h28, as ações preferenciais da Estrela caíam mais de 33%, negociadas a R$ 3, com baixo volume de negócios.

A fabricante de brinquedos Estrela solicitou recuperação judicial nesta quarta-feira (20), alegando necessidade de reestruturar o passivo do grupo. O pedido visa preservar a continuidade das atividades, empregos e valor para credores, clientes e fornecedores.

A empresa aponta fatores como aumento do custo de capital, restrição de crédito e mudanças no comportamento do consumo, com maior competição de opções digitais. Esses elementos, somados a impactos acumulados nos últimos anos, teriam pressionado a estrutura financeira.

Entre os produtos da Estrela estão Ferrorama, bonecas Susi e Fofolete, e o jogo Genius, além de diversas outras linhas. A companhia afirma que apresentará, oportunamente, seu plano de recuperação para aprovação dos credores.

A recuperação judicial foi protocolada em Minas Gerais, onde a empresa tem atuação relevante. A Estrela tem origem em 1937 e iniciou como fabricante de bonecas de pano e carrinhos de madeira, expandindo para plástico, metal e outros materiais.

Ainda sem divulgação de valores, o requerimento aponta a necessidade de reorganização do endividamento. A empresa informou que o plano será submetido aos credores para avaliação e aprovação.

Até as 12h28, a ação preferencial da Estrela registrava queda de mais de 33%, sem grande liquidez, cotada a R$ 3. O movimento reflete a percepção do mercado diante da notícia.

Contexto financeiro e próximos passos

O que muda para credores, clientes e empregados será definido no plano de recuperação, que deverá detalhar a reestruturação e o cronograma de pagamentos. O desdobramento dependerá da aprovação dos credores e da viabilidade econômica do plano.

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