- A taxa de desemprego no Reino Unido subiu para 5% nos três meses até março, frente a 4,9% em fevereiro.
- O número de empregados com carteira caiu em abril, (-100.000), após queda de 28.000 em março.
- O crescimento salarial, excluindo bônus, foi de 3,4% na comparação anual no trimestre até março, menor que no mês anterior.
- Incluindo bônus, salários subiram 4,1% no mesmo período, frente 3,8% no trimestre anterior.
- A guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, elevou custos de energia, influenciando a leitura dos dados e projeções econômicas futuras, com a BoE estimando desemprego entre 5,1% e meados do ano e entre 5,5% e 5,6% até 2027.
O desemprego no Reino Unido subiu para 5% no trimestre até março, segundo a ONS, surpreendendo o mercado. A leitura mostra como as empresas respondem ao aumento de custos com energia, em meio ao conflito com o Irã.
O número de trabalhadores com carteira assinada caiu 100 mil em abril, após recuo de 28 mil em março, conforme a ONS.
Excluindo bônus, a remuneração ficaram estáveis em avanço de 3,4% na comparação anual dos três meses encerrados em março, menor ritmo desde outubro de 2020. Após inflação, ganhos reais foram de 0,3%.
Mercados e custos
Com bônus, salários subiram 4,1% no trimestre, ante 3,8% no período anterior.
O Irã war começou em 28 de fevereiro, tornando este o primeiro mês completo de dados oficiais sobre impactos de custos de energia mais altos, à medida que preços globais de petróleo e gás sobem.
A leitura coincide com sinais mistos sobre a economia britânica, com previsão de inflação elevada e pressões sobre empregos diante do cenário geopolítico. O FMI elevou, nesta semana, a projeção de crescimento para 2026, citando impulso pré-conflito. O BoE, por sua vez, projeta desemprego entre 5,1% neste ano e 5,5%-5,6% em 2027, sob estimativas de impacto da guerra.
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