- A taxa de desemprego no Reino Unido voltou a cinco por cento em março, o primeiro resultado afetado pelo conflito com o Irã.
- Em abril, o número de empregos com carteira assinada caiu cento mil, queda de três por cento, segundo a série PAYE, provisória.
- A queda anual de empregos na série PAYE foi de sete por cento, a mais rápida em cinco anos.
- O ganho médio regular, sem bônus, subiu apenas três por cento de janeiro a março, com o setor privado registrando três por cento.
- Analistas veem o impacto da guerra no Irã como fator de pressão para a inflação e para a decisão do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra sobre juros; famílias devem sentir mais o aperto nos próximos meses.
O desemprego no Reino Unido subiu para 5% entre janeiro e março, indicando que o conflito com o Irã interrompeu a recuperação econômica esperada para 2026. O dado é o primeiro refletindo a escalada internacional desde o início do semestre.
A atividade de emprego mostra sinais de fraqueza. Dados provisórios de PAYE apontam queda de 100 mil vagas payrolled em abril, o terceiro maior recuo desde 2014, com queda anual de 0,7%. A ONS ressalta que a estimativa é provisória.
Salários mais fracos indicam pressão sobre as famílias. O ganho médio regular, excluindo bônus, subiu 3,4% no trimestre até março, pior resultado desde 2020. No setor privado, crescimento de 3%. Expectativas de inflação seguem incertas.
Reação econômica e política
Analistas avaliam que a fraqueza do mercado de trabalho pode limitar ajustes de política. O Comitê de Política Monetária pode manter as taxas estáveis para evitar efeitos secundários da inflação. Bank of England monitora impactos do conflito.
Sanjay Raja, economista-chefe do Deutsche Bank, afirmou que os dados devem frear o MPC, adiando aumentos de juros enquanto se digere o choque externo. Reeves e Starmer enfrentam pressão por demonstrar controle fiscal e econômico.
Contexto e desdobramentos
Créditos por IMF e comentários sobre financiamento público ganham destaque, com sinais de aprovação condicionada à gestão de receitas. A expectativa é de que a inflação não recue rapidamente, mantendo pressão sobre famílias e empresas. O governo acompanha de perto novas leituras.
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