- O relatório interino da Comissão de Pensões estima que quinze milhões de pessoas não economizam o suficiente para a aposentadoria, podendo chegar a dezoito ou dezenove milhões sem ações.
- Quarenta e cinco por cento dos adultos em idade de trabalhar não economizam em uma pensão, mesmo com a maioria ainda atuando no mercado de trabalho.
- Apenas quatro por cento dos trabalhadores por conta própria poupam para a aposentadoria, com níveis ainda mais baixos entre os mais jovens, segundo o estudo.
- Sob o regime de adesão automática, empregadores devem indicar os funcionários para uma pensão e contribuir com, no mínimo, oito por cento da remuneração; o trabalhador entra com cinco por cento e o empregador com três por cento.
- A pesquisa destaca o risco de uma disparidade de gênero, com as mulheres próximas da aposentadoria possuindo, em média, metade da poupança privada em comparação aos homens (mediana de £81 mil contra £156 mil).
Millions de britânicos enfrentam um “limiar” de aposentadoria por falta de poupança, aponta relatório com apoio do governo. O documento alerta para um choque estrutural no sistema de pensões e pode exigir mudanças profundas.
O comitê independente de especialistas, que reapareceu após ser criado na era Blair, divulgou o relatório preliminar. Alega que até 15 milhões não poupam adequadamente, podendo subir para 19 milhões sem medidas.
Quem está envolvido
- Liderança: Jeannie Drake, ex-membra do painel da era Blair; Ian Cheshire, ex-presidente da Barclays UK; Nick Pearce, professor de políticas públicas.
- Órgão: Pensions Commission, com apoio governamental, preparando recomendações para 2025.
Quando e onde
- Publicação do relatório preliminar ocorreu recentemente, com base em dados do mercado de trabalho britânico. O texto não descreve localização física específica, mas o estudo aborda o Reino Unido como um todo.
O que o estudo aponta
- Até 45% dos adultos em idade de trabalho não economizam para a aposentadoria, ainda que muitos estejam empregados.
- Entre os trabalhadores com renda média, o salvamento automático é insuficiente para sustentar a renda futura.
- Cerca de 30% dos fundos de pensão privados são acessados antes do tempo, muitas vezes na íntegra, para grandes despesas como carro, férias ou reformas.
Quem está mais em risco
- Trabalhadores de baixa e média renda são os mais vulneráveis, com poupanças de aposentadoria muito abaixo do necessário.
- Quase a metade dos poupadores utiliza o mínimo exigido pelo regime de autoenrolamento, sem outra base para complementar a poupança na velhice.
A desigualdade de gênero
- Dados preliminares indicam uma disparidade significativa entre homens e mulheres na poupança privada para a aposentadoria.
- A mediana de riqueza de pensões de mulheres se aproxima de 81 mil libras, frente a 156 mil libras de homens.
O que se espera seguir
- O relatório final, com recomendações de política pública, deve ser apresentado no próximo ano.
- Torsten Bell, ministro responsável pelas pensões, ressalta que ainda há muito caminho a percorrer para consolidar a poupança futura.
Por quê isso importa
- O estudo aponta riscos não apenas aos indivíduos, mas à economia e às finanças públicas, caso a poupança para a aposentadoria permaneça insuficiente.
- A intervenção busca evitar que amanhã haja maior dependência de assistência pública.
Observação final
- O comitê defende um novo acordo nacional sobre pensões para assegurar renda adequada na vida adulta e um sistema estável para décadas vindouras.
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