- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para dois dias de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, que ocorre na França em junho.
- Em evento com acadêmicos e políticos franceses, ele defendeu ampliar a agenda de justiça fiscal e a adoção de imposto mínimo sobre ultrarricos, seguindo a linha da reforma fiscal brasileira de 2025.
- O tema não é prioridade oficial da reunião de ministros do G7, que reúne as sete maiores economias desenvolvidas; Brasil, Coreia do Sul, Índia e outros foram convidados para 2026.
- Em paralelo, o economista Gabriel Zucman apoia um imposto mínimo global de 2% sobre fortunas superiores a US$ 100 milhões; no Brasil, o imposto já foi aprovado com alíquota de até 10% para grandes fortunas, estimando atingir 142 mil pessoas.
- Durigan também busca atrair investimentos estrangeiros e financiar minerais críticos, e terá encontro com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, em Paris.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, está em Paris para dois dias de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, que ocorre na França em junho. O objetivo é alinhar pautas econômicas entre as maiores economias desenvolvidas. Durigan participa de eventos paralelos e discussões com acadêmicos e políticos locais.
Na manhã desta segunda-feira, Durigan participou de um encontro com especialistas franceses para debater justiça fiscal e a ideia de um imposto mínimo sobre ultrarricos, inspirado por propostas de Gabriel Zucman. O economista atua como cupinista do Observatório Fiscal Internacional e defende um imposto global de 2% sobre fortunas acima de US$ 100 milhões.
A atuação do Brasil no tema de tributação dos mais ricos ganhou visibilidade internacional por meio da reforma fiscal aprovada em 2025 no Brasil, que instituiu um imposto mínimo progressivo para grandes fortunas. A Fazenda estima que a medida atinja cerca de 142 mil pessoas no país.
O tema não figura entre as prioridades oficiais da reunião de ministros das Finanças do G7, marcada para tratarem de investimentos estrangeiros, entre outros assuntos. Nesta edição, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá compõem o grupo, com Brasil, Coreia do Sul, Índia e outros convidados presentes.
Durigan reforçou, em Paris, a importância de discutir justiça tributária caso haja espaço no diálogo multilateral. Ao final do evento, ele afirmou estar disposto a participar de debates sobre a taxação dos ultrarricos, desde que o tema tenha relevância na agenda do G7. A visita inclui encontros além das pautas oficiais.
Além das questões tributárias, o ministro destacou o interesse brasileiro em atrair investimentos e ampliar o acesso a minerais críticos. Durigan ressaltou que o novo marco regulatório de terras e minerais críticos, aprovado recentemente pela Câmara, pode favorecer a segurança jurídica e acelerar procedimentos para a indústria nacional.
Nesta terça-feira (19), Durigan tem agenda com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, em Paris. O encontro ocorre antes do retorno previsto a Brasília, com foco em cooperação energética e políticas de preço.
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