- Marcelo Claure diz que o Brasil é “socialista na parte social e capitalista na área de negócios”, destacando uma combinação rara entre políticas sociais e ambiente para negócios.
- O Claure Group, holding com cerca de US$ 4 bilhões sob gestão em 2024, tem participação em tecnologia, IA, transição energética, estilo de vida e entretenimento, com ativos na América Latina, Ásia e Europa.
- A GDA Luma, empresa de investimentos da qual Claure é sócio, apresentou proposta para assumir o controle da SAF do Botafogo.
- Claure também atua no esporte, sendo coproprietário do Girona FC e do New York City FC, e mantém investimentos na Argentina, onde afirma que há regras claras para investimento estrangeiro, mesmo com a crise local.
- Na Bolívia, foram emitidos títulos de US$ 1 bilhão com vencimento em 2031; o empresário diz que o país precisa de reformas e do apoio de instituições internacionais para atrair capital, mantendo cautela sobre a confiança investidora.
Marcelo Claure, empresário boliviano e ex-CEO do SoftBank Group International, afirma enxergar no Brasil uma combinação rara: políticas sociais aliadas a um ambiente propício aos negócios. A declaração foi dada à Bloomberg Línea.
Pelo Claure Group, holding de investimentos com cerca de US$ 4 bilhões sob gestão em 2024, o empresário atua em setores como tecnologia, IA, transição energética, estilo de vida e entretenimento. A atuação ocorre em várias regiões, incluindo Brasil e México.
Claure também ocupa o cargo de vice-chairman da Shein desde 2023, ajudando a varejista asiática em sua estratégia de expansão global.
Negócio entre GDA Luma e Botafogo
A SAF do Botafogo recebeu proposta da GDA Luma, empresa da qual Claure é sócio, para assumir o controle majoritário do clube. O investidor confirmou que há interesse em um time brasileiro por meio de um fundo sob seu controle, com objetivo de salvar o clube.
Além disso, Claure é proprietário do Club Bolívar, coproprietário do Girona FC e do New York City FC, mantendo atuação diversificada no esporte.
Apostas na Argentina
O empresário destacou, em conversa, que o mercado argentino apresenta problemas, mas mantém apostas de longo prazo no país. Segundo ele, o governo oferece recepção para investimentos estrangeiros e regras claras nesse ambiente.
Claure participou da Argentina Week em Nova York, entre 9 e 11 de março, evento que também revelou investimentos anunciados pelo governo argentino e por parceiros como bancos e fundos.
O investidor informou que a Argentina atrai projetos de grande escala, incluindo infraestrutura digital e dados. Segundo ele, a atuação já ocorre em setores como gás, petróleo, bancos e lítio.
Contexto regional e cautela na Bolívia
Comparando mercados regionais, Claure afirmou que a Bolívia possui potencial, mas precisa de reformas para atrair capitais externos. O empresário ressaltou que a confiança de grandes fundos depende de certeza regulatória estável.
Ele citou desafios fiscais e enfatizou que emitir títulos não basta para gerar confiança. Em maio, a Bolívia realizou pela primeira vez em quatro anos uma emissão de títulos no exterior, avaliando termos de mercado.
Claure também apontou que a ajuda de instituições internacionais, com condições de financiamento mais favoráveis, seria essencial para sustentar reformas e investimentos.
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