- A Air Force One chegou a Pequim na quarta-feira, 13, com uma delegação de CEOs de tecnologia que soma patrimônio próximo de US$ 1 trilhão, conforme a CBS News.
- A viagem de Donald Trump à China é a primeira visita de Estado do presidente ao país desde 2017, com agenda de comércio, inteligência artificial, guerra no Irã e semicondutores.
- Entre os confirmados pela Casa Branca estavam Elon Musk (Tesla e SpaceX), Jensen Huang (Nvidia), Tim Cook (Apple), Larry Fink (BlackRock), Kelly Ortberg (Boeing), Stephen Schwarzman (Blackstone), Jane Fraser (Citigroup), David Solomon (Goldman Sachs) e Dina Powell McCormick (Meta).
- A China representa objetivos diferentes para cada CEO, incluindo questões de exportação de semicondutores, manufatura e acesso ao mercado.
- A presença dos executivos busca sinalizar alinhamento de interesses com o governo dos EUA e ampliar influência no processo de negociação com Xi Jinping.
Aviões pousaram em Pequim na quarta-feira, 13, com Trump e uma delegação de CEOs de tecnologia. O grupo viajou num único Air Force One, em uma visita de Estado que não ocorria desde 2017. O patrimônio agregado dos presentes, segundo a CBS News, chega a quase US$ 1 trilhão.
Entre os confirmados pela Casa Branca estavam Elon Musk (Tesla, SpaceX), Jensen Huang (Nvidia), Tim Cook (Apple), Larry Fink (BlackRock), Kelly Ortberg (Boeing), Stephen Schwarzman (Blackstone), Jane Fraser (Citigroup), David Solomon (Goldman Sachs) e Dina Powell McCormick (Meta). Trump anunciou a lista publicamente.
A viagem é marcada por uma agenda extensa: comércio, inteligência artificial, a guerra no Irã e semicondutores. Cada CEO, porém, trazia também objetivos específicos ligados ao mercado chinês e aos seus negócios.
Jensen Huang e a Nvidia chegam em meio a tensões sobre venda de chips à China. Em 2026, Washington autorizou, com requisitos de segurança, a exportação de chips H200 para grandes empresas chinesas. A Reuters informou novas aprovações logo no início das conversas.
Elon Musk, com forte presença na China via Tesla, também compõe o quadro. Sua fortuna é estimada em centenas de bilhões, e a relação com o país está associada a fábricas e venda de veículos. A visita sinaliza retorno aos laços próximos com o governo norte-americano.
Tim Cook chega em momento de transição na Apple, que anunciará em breve a saída de Cook, com John Ternus preparando a passagem. A Apple cresceu valorização expressiva sob a liderança de Cook, com manufatura chinesa como componente relevante.
Kelly Ortberg, à frente da Boeing, atua numa conjuntura de tarifas entre EUA e China. Em 2025, tarifas sobre importação chinesa elevaram o custo de aeronaves, influenciando entregas e negociações com companhias aéreas chinesas.
Cenário de guerra comercial e implicações
A cúpula ocorre num ambiente de trégua fragilizada entre Washington e Pequim. A China chegou a sinalizar restrições sobre terras raras, enquanto os EUA ajustaram políticas de exportação. Analistas apontam que o diálogo pode buscar equilíbrio entre interesses estratégicos e comerciais.
Durante as conversas, Xi Jinping questionou a possibilidade de evitar a chamada Armadilha de Tucídides, enfatizando a tensão entre potências em ascensão e estabelecidas. A expectativa é de que haja avanços em comércio, exportações e cooperação tecnológica.
O objetivo da delegação, segundo observadores, é demonstrar alinhamento entre empresas e governo, além de manter canal direto com as negociações. A presença de líderes do setor privado busca sinalizar força econômica aos olhos de Xi.
A reunião também representa um movimento simbólico: é a primeira visita de Estado de um presidente americano à China desde 2017, reforçando a busca por acordos que favoreçam investimentos e comércio entre as duas maiores economias.
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