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Casas Bahia aumenta rigor na concessão de crédito ante risco de inadimplência

Casas Bahia aperta concessão de crédito diante de inadimplência de 8,8% a 90 dias, com prejuízo de 1,06 bilhão no primeiro trimestre

Os dados do principal indicador de inadimplência no país apontam crescimento recorde no volume de inadimplentes em março deste ano.
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  • Casas Bahia adota postura mais rigorosa na concessão de crédito, diante de possível crescimento da inadimplência no país.
  • Executivos afirmam que a empresa tem alta assertividade em prever inadimplência e está aprimorando modelos frente ao cenário macroeconômico.
  • Carteira ativa de crédito no primeiro trimestre ficou em R$ 6,3 bilhões, ante R$ 6,1 bilhões no mesmo período de 2025.
  • Taxa de inadimplência de 90 dias chegou a 8,8%, frente a 8,5% no 1º trimestre do ano anterior, e a empresa registrou déficit de R$ 1,06 bilhão no período.
  • A companhia mantém disciplina na avaliação de rentabilidade por loja e aponta que alguns pontos podem perder margem de continuidade, sem necessidade de fechamento estrutural de lojas.

Casas Bahia reduz o crédito na prática diante do aumento da inadimplência no Brasil. A empresa adotou uma postura mais rigorosa e conservadora na concessão de crédito, segundo executivos da companhia.

Durante a conferência de resultados desta quinta-feira, o presidente-executivo Renato Franklin afirmou que a instituição tem alta capacidade de antever inadimplência e está aprimorando modelos diante do cenário macroeconômico desfavorável, mantendo uma postura cautelosa.

A carteira ativa de crédito no 1º trimestre soma R$ 6,3 bilhões, ante R$ 6,1 bilhões no mesmo período de 2025, conforme balanço trimestral. A taxa de inadimplência em 90 dias atingiu 8,8%, frente 8,5% no 1º trimestre do ano anterior. A varejista reportou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão entre janeiro e março.

Mesmo diante do quadro macroeconômico desafiador, a companhia não visualiza necessidade de mudanças estruturais no parque de lojas. Franklin disse que há disciplina para avaliar a rentabilidade de cada unidade e que algumas lojas apresentam risco de margem negativa caso a tendência se confirme. A dinâmica macro afeta a viabilidade de determinadas lojas, indicou o executivo; melhoria macro pode favorecer a rentabilidade.

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