- SharpLink registrou prejuízo líquido de US$ 686 milhões no 1º trimestre de 2026, puxado principalmente por US$ 507 milhões em perdas não realizadas com o tesouro de Ethereum.
- A queda de 45% no ETH durante o período elevou o marked-to-market das reservas, já que a empresa mantém cerca de 872.984 ETH, avaliados em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, sob regras GAAP.
- A receita do período, porém, subiu para mais de US$ 12 milhões, impulsionada pelo tesouro de ETH preso a rede, e houve acumulação de 18.800 ETH em rewards de staking desde junho de 2025.
- No mesmo comunicado, foi anunciado um fundo on-chain de yield de US$ 125 milhões com a Galaxy Digital, sendo US$ 100 milhões provenientes do tesouro de ETH preso e US$ 25 milhões da Galaxy.
- A parceria com a Galaxy é interpretada por analistas como sinal de confiança institucional ou como apoio para manter a credibilidade da SharpLink, levantando dúvidas sobre independência na seleção de protocolos.
SharpLink registrou lucro líquido negativo de aproximadamente US$ 686 milhões no 1º trimestre de 2026, impulsionado por perdas não realizadas de US$ 507 milhões em seu tesouro de Ethereum. O resultado é muito maior que o prejuízo de menos de US$ 1 milhão no mesmo período de 2025. A volatilidade do ETH foi o principal motor.
Segundo a divulgação, a queda de 45% do ETH entre o pico e o vale ampliou o prejuízo apenas no marking to market, sem venda de ativos. A empresa possuía cerca de 872.984 ETH, avaliados em torno de US$ 2,1 bilhões àqueles preços. O trimestre também mostrou crescimento de receita com staking.
O que aconteceu e por que importa: o desempenho contábil foi impactado pela marcação de ativos, não por falhas operacionais diretas ou liquidações em caixa. O saldo de caixa encerrou o trimestre em US$ 16,9 milhões, com ativos em ETH ainda em carteira.
Acordo com Galaxy Digital: um sinal de confiança ou uma linha de apoio?
A companhia anunciou um fundo on-chain de yield de US$ 125 milhões junto à Galaxy Digital, com US$ 100 milhões vindo do tesouro de ETH de SharpLink e US$ 25 milhões da Galaxy. A estrutura envolve seleção de protocolo, dimensionamento de exposição e monitoramento contínuo.
Mike Novogratz, CEO da Galaxy, descreveu o acordo como reflexo de capital institucional migrando para on-chain, sugerindo maturidade da infraestrutura de yield, liquidez e gestão de risco. As ações da Galaxy subiram cerca de 43% no último mês.
Joseph Chalom, CEO da SharpLink, afirmou que a estratégia avança para oportunidades on-chain, com um arcabouço de gestão de riscos para sustentar o valor aos acionistas em ciclos de mercado. O pacto levanta questionamentos sobre independência de decisões de protocolo pela Galaxy.
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