- O ministro das Finanças, Jim Chalmers, afirma que o orçamento busca responder às ansiedades econômicas que estão levando eleitores a considerar o apoio à One Nation.
- A vitória histórica do One Nation em Farrer intensificou a percepção de ameaça populista de direita e influenciou possíveis reformas em gear de tributação e negativas.
- O governo sinaliza mudanças em gearing negativo, imposto sobre ganhos de capital e tratamento de trusts para favorecer trabalhadores comuns em vez de investidores.
- Pesquisas recentes mostram o One Nation em posição de destaque, com alta intenção de voto primário em algumas sondagens, incluindo até 25%.
- Organizações sociais pedem ações adicionais, como aumento de suporte de renda e investimento em moradia social e acessível, enquanto o governo ressalta foco em melhorias econômicas estruturais.
O tesoureiro Jim Chalmers afirmou que o orçamento pretende responder às inseguranças econômicas que levam parte da população a considerar o apoio a partidos de direita populistas, como o One Nation. A declaração ocorreu antes da divulgação do orçamento federal.
A vitória histórica do One Nation na eleição suplementar de Farrer, com o seu representante David Farley obtendo quase 40% dos votos, acentuou a percepção de ameaça populista alinhada a outros países. O governo chamou a atenção para esse fenômeno sem reconhecer favorecimentos partidários.
O primeiro-ministro Anthony Albanese e ministros seniores destacaram a necessidade de reformas para frear o avanço de discursos extremistas, incluindo medidas nas áreas tributária, imobiliária e de trusts. A meta é tornar o sistema mais acessível aos eleitores comuns.
O orçamento e as mudanças previstas
Autoria de mudanças na tributação de ganhos de capital, na dedução de custos de imóveis para proprietários e no tratamento de trusts aparecem como parte de um pacote para reduzir desequilíbrios entre investidores e famílias de renda média. O governo diz que as ações visam restaurar equilíbrio econômico.
Chalmers negou que o orçamento tenha motivação puramente política, reforçando que o foco é resolver problemas práticos, como o acesso à moradia e a estabilidade econômica. Ainda assim, admitiu que as preocupações da população influenciam as decisões orçamentárias.
O laboratório de políticas mantém que o apoio a pessoas com menor renda exige medidas adicionais, como aumento de benefícios e investimento em moradia social. Organizações da área social pedem ações mais fortes além das propostas existentes.
Reação e perspectivas
O porta-voz do Partido Liberal Nacional, Tim Wilson, criticou as alterações propostas, afirmando que isso pode prejudicar jovens que buscam entrar no mercado imobiliário. O argumento é que mudanças favorecem investidores estabelecidos.
Autoridades do governo ressaltam que as mudanças visam reduzir a distância entre quem tem acesso a crédito e quem não tem, buscando manter a confiança na economia. As propostas devem seguir para aprovação parlamentar nas próximas semanas.
A análise de especialistas aponta que a tensão entre o público e as políticas de mercado pode influenciar o humor político. A administração diz que a prioridade é melhorar condições de moradia e emprego para a maioria dos trabalhadores.
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