- O lucro do Aramco no primeiro trimestre subiu 26%, atingindo $33,6 bilhões (£26,9 bilhões), com a receita em quase $115,5 bilhões, alta de quase sete por cento em relação ao ano anterior.
- A empresa destacou que seu gasoduto leste-oeste atingiu a capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia, funcionando como via de suprimento crucial diante de restrições no Golfo.
- O estreito de Hormuz permanece com interrupções desde o início da guerra entre EUA e Irã, afetando o suprimento global de petróleo e elevando preços.
- A empresa informou que manterá o dividendo trimestral em $21,9 bilhões, após aumento de 3,5% no fim do ano passado.
- Aramco continua lidando com ataques a infraestrutura e com a possibilidade de normalização do mercado de petróleo levar meses, mesmo com eventual reabertura do estreito.
Saudi Aramco manteve o ritmo de crescimento no primeiro trimestre, com lucro de US$ 33,6 bilhões, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita subiu quase 7%, para US$ 115,5 bilhões.
A empresa atribui boa performance ao gasoduto leste-oeste, que atingiu capacidade máxima de até 7 milhões de barris por dia. O sistema tem permitido escoar petróleo do leste para o Mar Vermelho, reduzindo impactos de interrupções no Golfo.
Mesmo diante de ataques a infraestrutura e de exportações por portos no Golfo, o faturamento e o lucro aumentaram. A Aramco também divulgou dividendos trimestrais estáveis em US$ 21,9 bilhões, com previsibilidade para investidores.
Contexto de trânsito global de petróleo
A direção da Aramco destaca que o estreitamento do Estreito de Hormuz impacta preços internacionais e abastecimento. O Brent chegou a ficar próximo de US$ 100 o barril, cerca de 40% acima de níveis pré-crise.
O presidente e CEO Amin Nasser sinalizou que a normalização completa pode levar meses, mesmo com eventual reabertura imediata do estreito. A análise envolve câmbio de volumes entre rotas e portos alternativos.
Estrutura e participação acionária
A Saudi Aramco tem participação estatal dominante, com mais de 80% do governo, e o restante sob gestão do Public Investment Fund. A empresa mantém operações globais, com mais de 76 mil empregados.
A produção diversificada e a rede de infraestrutura ajudam a sustentar a oferta durante tensões regionais. A Aramco segue como um dos maiores produtores de petróleo do mundo, influente no cenário energético.
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