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ROI de IA: bilhões investidos, retorno ainda não mensurado pelas empresas

Com US$ 632 bilhões projetados em IA até 2028, o ROI é questionado; métricas de vaidade, ausência de linha de base e desalinhamento entre áreas emperram resultados

Especialista explica por que o ROI de IA virou a principal cobrança do mercado corporativo e quais armadilhas levam projetos ao fracasso ROI de IA Image by freepik
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  • Gastos globais com IA devem superar US$ 632 bilhões até 2028, segundo a International Data Corporation.
  • Conselhos, CFOs e acionistas exigem retorno mensurável, mas muitos projetos não foram desenhados para entregá-lo.
  • A adoção desenfreada em várias áreas gerou métricas diferentes e sem visão unificada de negócio.
  • Três armadilhas comuns: métricas de vaidade, falta de linha de base e desalinhamento entre quem cria a IA e quem avalia o investimento.
  • Empresas que definem o que é sucesso antes de implementar e conectam IA a métricas de negócio tendem a ter ganhos em retenção, aquisição e rentabilidade; conceito AI Value Realization.

Global

O ROI da IA virou uma cobrança global. Conselhos, CFOs e acionistas exigem retorno mensurável, mas muitos projetos não foram desenhados para entregar esse resultado. O gasto mundial em IA deve chegar a US$ 632 bilhões até 2028, segundo a IDC.

Especialistas apontam que o problema não está apenas na tecnologia, mas na aprovação de projetos sem critérios claros de sucesso. A ideia de valor ainda não está firmada nos programas. Assim, o investimento pode perder foco sem demonstrar impacto.

A adoção acelerada de IA alcançou várias áreas ao mesmo tempo, desde RH e jurídico até finanças e marketing. Cada área estabeleceu suas próprias métricas, gerando uma visão fragmentada. Sem uma métrica unificada, fica difícil medir o retorno para o negócio como um todo.

Armadilhas que atrasam a mensuração de valor

Dados da Gartner indicam que mais de 40% dos projetos de IA deixam de avançar em dois anos. Custos altos, ausência de clareza sobre o valor e controles de risco insuficientes aparecem entre as principais razões.

Segundo Marcus Garcia, três armadilhas comuns ocupam o cenário. Primeiro, métricas de vaidade que não traduzem valor real. Segundo, a ausência de linha de base, o que impede medir melhorias de forma objetiva. Terceiro, o desalinhamento entre quem constrói a IA e quem precisa justificar o investimento.

Caminhos que ajudam a traduzir IA em valor

Empresas que definiram sucesso antes de implementar obtêm resultados mais fáceis de rastrear. Modelos de IA alinhados aos objetivos do negócio mostram impacto em retenção, aquisição e rentabilidade. Em mercados maduros, o conceito de AI Value Realization ganha espaço.

A partir disso, o ROI de IA deixa de ser apenas uma métrica financeira. Passa a refletir a maturidade organizacional e a capacidade de converter investimento em valor tangível. O reforço de governança e de critérios de sucesso ajuda a evitar desperdícios e facilita decisões futuras.

Panorama e próximos passos para as organizações

A tendência é que as empresas revisem suas abordagens de adoção de IA, buscando métricas compartilhadas entre áreas e governança mais robusta. Consistência entre tecnologia, dados e estratégia de negócio é apontada como diferencial competitivo. O aperfeiçoamento contínuo é visto como essencial.

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