- A Venezuela foi o país da América Latina onde a fraude digital mais cresceu em 2025, com alta de 228% em relação a 2024.
- O relatório Fraud Beat 2026 da AppGate aponta que phishing, uso indevido de marcas e redes sociais estão impulsionando fraudes cada vez mais industriais.
- Redes sociais são a principal origem das fraudes, representando 86% das ameaças, com falsificação de identidade facilitando ataques.
- A cadeia de fraudes envolve quatro elos: exposição externa, roubo de identidade, controle de contas e saques, com ataques BEC (fraudes por executivo) em ascensão.
- O custo para instituições financeiras é alto: cada dólar perdido corresponde a cerca de US$ 5,16 em custos totais; medidas recomendadas incluem monitoramento contínuo, redução de exposição externa e bloqueio automatizado de ataques.
A Venezuela foi o país da América Latina com maior crescimento da fraude digital em 2025, segundo o relatório Fraud Beat 2026 da AppGate. A pesquisa identifica phishing, uso indevido de marcas e redes sociais como pilares da cadeia de golpes, que ficou mais industrializada na região e no mundo. A AppGate aponta que ataques incluem envio de mensagens, sites falsos, QR codes e golpes por redes sociais.
O estudo explica que o phishing continua dominante e que a usurpação de identidade facilita o acesso a credenciais e a contas, viabilizando saques. De acordo com a empresa, golpes de origem externa, especialmente pelas redes sociais, passaram a sustentar a maior parte das fraudes na região.
Entre 2025 e 2024, a Venezuela registrou crescimento de 228% nas fraudes digitais, sendo o país mais afetado. Em seguida aparecem Guatemala (206%), Costa Rica (182%), Nicarágua (170%) e Bolívia (89%). No top 10 estão ainda Dominica, República Dominicana, Brasil, Chile e El Salvador.
Com o aumento, a fraude deixou de ter origem apenas em e-mails tradicionais. O relatório aponta que 86% das ameaças detectadas tiveram início em plataformas externas, principalmente redes sociais, com falsificação de identidade como vetor central.
Na prática, o ciclo de fraude envolve quatro elos: exposição externa (redes sociais e marcas),roubo de identidade (phishing, smishing e códigos QR), controle de contas (credenciais roubadas) e saques (transferências e fraudes BEC). Verificam-se ataques que visam operações financeiras e dados corporativos.
Um aspecto relevante é a prática de fraudes BEC, em que executivos são falsamente contatados para induzir subordinados a revelar informações ou realizar transações. O relatório aponta aumento de 136% nas transferências associadas a golpes de e-mail corporativo no último trimestre de 2025.
Para as instituições financeiras, o custo médio por dólar perdido chega a cerca de US$ 5,16, levando em conta perdas diretas, investigações, impacto operacional, recuperação de valores e reputação. O estudo ressalta a necessidade de estratégias mais ágeis para reduzir exposições e prejuízos.
A AppGate recomenda que as organizações adotem controles em tempo real, reduzam a exposição externa, avaliem riscos continuamente em sessões e dispositivos, apliquem atrito apenas em momentos críticos e automatizem o bloqueio de ataques com resposta rápida, em vez de depender de ferramentas isoladas.
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