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Mello assume secretaria executiva do Planejamento e fica fora do BC, diz fonte

Mello assume Secretaria Executiva do Planejamento, deixando disputa pela diretoria do Banco Central, com reforma na equipe econômica antes das eleições

O nome de Guilherme Mello havia sido sugerido a Lula para uma das duas vagas abertas na diretoria Banco Central, mas enfrentou resistência dos mercados, que o viam com preocupação. (Foto: Washington Costa)
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  • Bruno Moretti nomeará Guilherme Mello como secretário-executivo do Planejamento, retirando-o da disputa pela diretoria do Banco Central.
  • A informação foi divulgada pela Bloomberg News, com confirmação da Folha de S. Paulo; Ministério da Fazenda e Planejamento não comentaram imediatamente.
  • Mello, atual secretário de política econômica da Fazenda, também pode ser indicado para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras.
  • A notícia acompanha uma reformulação da equipe econômica de Lula antes das eleições, após resistência de mercados à indicação de Mello para o BC.
  • A nova configuração aumenta a influência do Ministério do Planejamento na política econômica, com Moretti e o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, liderando as estratégias fiscais.

O ministro Bruno Moretti anunciará mudanças na equipe econômica. O economista Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica da Fazenda, deve ser nomeado como secretário-executivo do Planejamento. A decisão evita a indicação dele à diretoria do Banco Central.

Segundo informações de uma fonte familiarizada com o assunto, a nomeação de Mello também pode incluir sua indicação à presidência do Conselho de Administração da Petrobras. A pauta foi divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela Bloomberg News.

A notícia aponta que a mudança faz parte de uma reformulação antes das eleições de outubro. A equipe econômica passa a ter maior influência do Ministério do Planejamento, deslocando parte do poder de decisão que hoje fica com a Fazenda.

Mello, aos 42 anos, integra um grupo conhecido como estruturalistas, que defendem maior atuação do Estado e de investimentos públicos para combater desequilíbrios entre oferta e demanda que puxam a inflação.

As informações chegam em meio a um ciclo de flexibilização monetária iniciado pelo Banco Central, com cortes de juros condicionados ao impacto inflacionário da crise no Oriente Médio. O cenário influencia previsões de inflação.

A nova formação da equipe ocorre em meio a disputas políticas, com Haddad buscando posição para 2024 e Tebet deixando o Planejamento para concorrer ao Senado. A troca reflete ajustes estratégicos da gestão Lula.

Moretti e o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, passam a conduzir a estratégia fiscal do governo durante a campanha. A mudança sinaliza maior centralização do Planejamento nas decisões fiscais.

Mello já atuou como assessor da campanha de Haddad em 2018 e participou da elaboração da plataforma econômica de Lula para 2022, conforme apuração de veículos de imprensa.

A Secretaria de Política Econômica da Fazenda permanece sob o radar de comentários, com as autoridades ainda sem resposta sobre os desdobramentos. O governo não confirmou oficialmente as nomeações.

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