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Auditoria aponta que governo Ibaneis tentou pressionar o BC via TCU; GDF nega

Auditoria do TCU aponta tentativa do GDF de usar o órgão para pressionar o Banco Central na compra do Master pelo BRB; governo nega

Governo do DF, chefiado pelo governador Ibaneis Rocha, nega irregularidades e ressalta que atuação no TCU foi legítima. (Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília)
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  • Auditores do Tribunal de Contas da União recomendam investigação sobre a atuação do governo do Distrito Federal, liderado por Ibaneis Rocha, na tentativa de aquisição do Master pelo BRB e pressão ao Banco Central.
  • Alega-se que o governo do DF buscou usar o TCU como instância recursal para reverter o indeferimento técnico do BC à operação.
  • O parecer aponta indícios de falta de diligência e possível gestão temerária por gestores do BRB e do DF, controlador do banco público.
  • O GDF nega ter pressionado o Banco Central e afirma que o acionamento do TCU ocorreu dentro do direito de petição, buscando resguardar o patrimônio do BRB.
  • A auditoria destaca que o BRB, com o DF detendo 96% das ações, prosseguiu negociações após sinais de irregularidades, envolvendo ativos avaliados em cerca de R$ 11,9 bilhões e possível pagamento de R$ 2 bilhões a Daniel Vorcaro.

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomenda investigar a atuação do governo do Distrito Federal (GDF) na tentativa de aquisição do Master pelo BRB, sob o comando de Ibaneis Rocha (MDB). Técnicos apontam pressão ao Banco Central para aprovar a operação.

A Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) verificou indícios de falta de diligência e gestão temerária. O GDF teria usado o TCU como instância recursal para contornar o indeferimento do BC.

Documentos da auditoria foram tornados públicos pela CAE do Senado nesta terça-feira, 24. A apuração também envolve o BRB, controlador do BRB, e posibles danos ao patrimônio público.

Desenvolvimento da auditoria e evidências

Segundo o relatório, em 2 de setembro de 2025 o GDF protocolou no TCU um pedido alegando morosidade do regulador. No dia 3 de setembro, após o indeferimento técnico do BC, houve nova petição solicitando medida liminar.

Os auditores destacam que o objetivo era monitorar prazos para evitar instabilidade e riscos de imagem ao BRB. A prática, segundo o TCU, pode indicar violação aos princípios da administração pública, como legalidade e eficiência.

A recomendação é de investigação pelas cortes competentes para apurar irregularidades e possíveis danos ao erário distrital. A área técnica pediu que o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o MPDFT promovam apurações.

Reação do GDF e contextualização

O GDF, na condição de acionista controlador do BRB, nega pressionar o BC. O governo afirma que o acionamento do TCU ocorreu no legítimo exercício do direito de petição do Estado.

O comunicado ressalta que as medidas cautelares visaram apenas resguardar o patrimônio do BRB, diante de análises regulatórias que poderiam gerar instabilidade. O GDF sustenta que o BRB possui governança robusta e atua com independência.

O relatório aponta que o BRB seguiu negociações mesmo com indícios de fraudes e ativos questionáveis em carteiras de crédito do Master. O valor estimado da operação seria próximo de R$ 2 bilhões, envolvendo o controlador do Master, Daniel Vorcaro.

A auditoria também cita a aprovação pela Lei Distrital 1.882/2025, relacionada à tentativa de destravar a operação. O BRB teria aceitado negociar ativos sem comprovação de existência ou qualidade.

Observação final

A AudBancos encaminhou cópia integral da instrução ao TCDF e ao MPDFT para apuração de irregularidades e danos ao erário. As informações foram tornadas públicas pela CAE do Senado nesta semana.

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