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Sucessão na Samsung envolve imposto bilionário, prisão e conflitos familiares

Pagamento de 12 trilhões de wons de imposto sobre herança fecha capítulo da sucessão da Samsung e amplifica a tensão entre membros da família controlador

O presidente da Samsung, Lee Jae-yong, de 57 anos, é neto do fundador da empresa — Foto: Bloomberg via Getty Images via BBC
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  • A Samsung quitou o imposto sobre herança de 12 trilhões de wons, o maior da história da Coreia, pago em seis parcelas ao longo de cinco anos.
  • O tributo está ligado ao espólio de Lee Kun-hee, falecido em outubro de 2020, e envolveu o presidente Lee Jae-yong, a mãe Hong Ra-hee e as irmãs Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun.
  • O imposto de herança sul-coreano tem alíquota de cinquenta por cento, entre as mais altas do mundo.
  • A trajetória de sucessão da Samsung é marcada por escândalos, prisão e, em julho de 2025, absolvição de Lee Jae-yong em processo ligado ao acordo de fusão.
  • A Samsung é o maior chaebol da Coreia do Sul, com controle familiar e operações globais; o patrimônio da família Lee é estimado em mais de US$ quarenta e cinco bilhões.

A família por trás da Samsung quitou o imposto de herança somando 12 trilhões de wons, cerca de 40 bilhões de reais. Foi o maior pagamento desse tipo já registrado na Coreia do Sul. Lee Jae-yong, Hong Ra-hee e as filhas Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun participaram das seis parcelas. O montante refere-se ao espólio de Lee Kun-hee, falecido em outubro de 2020.

A Samsung, maior chaebol da Coreia, atua em eletrônicos, indústria pesada, construção e serviços financeiros. O pagamento ocorreu ao longo de cinco anos e é acompanhado de perto por investidores por influenciar o controle familiar sobre o grupo. A alíquota do imposto de herança na Coreia do Sul atinge 50%.

Parte do espólio, incluindo obras de Picasso e Dalí, foi doada ao Museu Nacional da Coreia e a outras instituições culturais. A riqueza familiar ultrapassa os 45 bilhões de dólares, segundo o Bloomberg Billionaires Index. A expansão da empresa acompanha a demanda global por chips de IA, elevando o valor de mercado da Samsung Electronics.

Imposto e controle

O pagamento é mais um episódio na história de sucessão da Samsung, marcada por conflitos familiares e ações judiciais. Em 2017, Lee Jae-yong foi considerado culpado por suborno em relação à fusão de duas partes do grupo, ligada ao controle da Samsung Electronics. A defesa negou as acusações de fraude contábil.

A sucessão ganhou contornos políticos no passado, com protestos maciços em Seul e o impeachment de uma presidente. A linha de comando da Samsung permaneceu centralizada na família Lee, ainda que tenham ocorrido inocência de alguns casos e sentenças suspensas. O caso gerou dúvidas sobre a continuidade do controle familiar.

Caminho da liderança

Lee Kun-hee, fundador da era moderna da Samsung, passou boa parte dos negócios à geração seguinte. Em 2014, Lee Jae-yong assumiu funções-chave à medida que seu pai se afastava. A disputa interna entre irmãos e parentes provocou ações judiciais que, no fim, moldaram a estrutura de poder do conglomerado.

A absolvição de Lee Jae-yong veio em julho de 2025, com o Supremo da Coreia confirmando a inocência em relação ao acordo de fusão que ajudaria a consolidar o controle. A decisão abriu espaço para redefinições sobre a governança do grupo no curto prazo.

Este desfecho levanta perguntas sobre o futuro da liderança do conglomerado familiar, sem que haja conclusão formal sobre quem assume os controles a longo prazo. A Samsung não divulga, neste momento, planos definitivos para a linha de sucessão familiar.

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Imposto sobre herança da Samsung totaliza 12 trilhões de wons, maior pagamento do gênero na Coreia do Sul, com absolvição do herdeiro e tensões na família

O presidente da Samsung, Lee Jae-yong, de 57 anos, é neto do fundador da empresa — Foto: Bloomberg via Getty Images via BBC
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  • A família por trás da Samsung quitou imposto sobre herança de 12 trilhões de wons, maior atendimento desse tipo na Coreia do Sul, pago em seis parcelas ao longo de cinco anos (valor aproximado de R$ 40 bilhões).
  • O pagamento está ligado ao espólio do falecido Lee Kun-hee, que morreu em outubro de 2020.
  • A Samsung confirmou que a última parcela foi paga, destacando que o montante equivale a cerca de uma vez e meia a receita total do país com herança em 2024.
  • O caso faz parte de uma longa história de sucessão conturbada na família Lee, que envolve escândalos, prisões e disputas internas pelo controle do conglomerado.
  • Em julho de 2025, Lee Jae-yong foi absolvido de acusações de fraude ligadas ao acordo de fusão que consolidou sua posição, e ele afirmou que não haverá mais controvérsias de sucessão, levantando a questão de quem herdará o controle no futuro.

A Samsung concluiu o pagamento de imposto sobre herança totalizando 12 trilhões de wons, cerca de 40 bilhões de reais, o maior montante já registrado no país. O processo envolve o presidente Lee Jae-yong e outros membros da família, e foi concluído em seis parcelas ao longo de cinco anos. O espólio pertencia a Lee Kun-hee, falecido em 2020.

A família Lee controla o maior chaebol da Coreia do Sul, com atuação que vai de eletrônicos a construção e serviços financeiros. O pagamento foi confirmando pela Samsung no fim de semana, destacando que o montante representa aproximadamente uma vez e meia a receita nacional de imposto sobre herança em 2024.

Lee Jae-yong, conhecido como JY Lee, foi alvo de acusações no passado relacionadas à fusão de empresas ligadas ao grupo e a casos de suborno. A defesa, com apoio de outros membros da família, ressaltou que a operação é parte da regularização de ativos herdados e da gestão do controle acionário ao longo dos anos.

Herança e pagamento

Parte do espólio de Lee Kun-hee, incluindo obras de arte, foi doada a museus nacionais e a instituições culturais. A fortuna da família Lee é estimada em mais de US$ 45 bilhões, segundo índices internacionais. A trajetória da sucessão na Samsung envolve disputas antigas entre irmãos e, mais recentemente, um caso judicial que se estendeu por anos.

A conclusão do pagamento ocorre em meio a um contexto de reformulações na gestão do grupo. Em 2025, Lee Jae-yong foi absolvido por suprir acusações ligadas ao acordo de fusão considerado crucial para o controle da Samsung Electronics, marcando um desfecho relevante na trajetória da dinastia empresarial sul-coreana.

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