- A Samsung quitou o imposto sobre herança de 12 trilhões de wons, o maior da história da Coreia, pago em seis parcelas ao longo de cinco anos.
- O tributo está ligado ao espólio de Lee Kun-hee, falecido em outubro de 2020, e envolveu o presidente Lee Jae-yong, a mãe Hong Ra-hee e as irmãs Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun.
- O imposto de herança sul-coreano tem alíquota de cinquenta por cento, entre as mais altas do mundo.
- A trajetória de sucessão da Samsung é marcada por escândalos, prisão e, em julho de 2025, absolvição de Lee Jae-yong em processo ligado ao acordo de fusão.
- A Samsung é o maior chaebol da Coreia do Sul, com controle familiar e operações globais; o patrimônio da família Lee é estimado em mais de US$ quarenta e cinco bilhões.
A família por trás da Samsung quitou o imposto de herança somando 12 trilhões de wons, cerca de 40 bilhões de reais. Foi o maior pagamento desse tipo já registrado na Coreia do Sul. Lee Jae-yong, Hong Ra-hee e as filhas Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun participaram das seis parcelas. O montante refere-se ao espólio de Lee Kun-hee, falecido em outubro de 2020.
A Samsung, maior chaebol da Coreia, atua em eletrônicos, indústria pesada, construção e serviços financeiros. O pagamento ocorreu ao longo de cinco anos e é acompanhado de perto por investidores por influenciar o controle familiar sobre o grupo. A alíquota do imposto de herança na Coreia do Sul atinge 50%.
Parte do espólio, incluindo obras de Picasso e Dalí, foi doada ao Museu Nacional da Coreia e a outras instituições culturais. A riqueza familiar ultrapassa os 45 bilhões de dólares, segundo o Bloomberg Billionaires Index. A expansão da empresa acompanha a demanda global por chips de IA, elevando o valor de mercado da Samsung Electronics.
Imposto e controle
O pagamento é mais um episódio na história de sucessão da Samsung, marcada por conflitos familiares e ações judiciais. Em 2017, Lee Jae-yong foi considerado culpado por suborno em relação à fusão de duas partes do grupo, ligada ao controle da Samsung Electronics. A defesa negou as acusações de fraude contábil.
A sucessão ganhou contornos políticos no passado, com protestos maciços em Seul e o impeachment de uma presidente. A linha de comando da Samsung permaneceu centralizada na família Lee, ainda que tenham ocorrido inocência de alguns casos e sentenças suspensas. O caso gerou dúvidas sobre a continuidade do controle familiar.
Caminho da liderança
Lee Kun-hee, fundador da era moderna da Samsung, passou boa parte dos negócios à geração seguinte. Em 2014, Lee Jae-yong assumiu funções-chave à medida que seu pai se afastava. A disputa interna entre irmãos e parentes provocou ações judiciais que, no fim, moldaram a estrutura de poder do conglomerado.
A absolvição de Lee Jae-yong veio em julho de 2025, com o Supremo da Coreia confirmando a inocência em relação ao acordo de fusão que ajudaria a consolidar o controle. A decisão abriu espaço para redefinições sobre a governança do grupo no curto prazo.
Este desfecho levanta perguntas sobre o futuro da liderança do conglomerado familiar, sem que haja conclusão formal sobre quem assume os controles a longo prazo. A Samsung não divulga, neste momento, planos definitivos para a linha de sucessão familiar.
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