- A Novo Nordisk mira pacientes no Japão que pagam do próprio bolso por tratamentos GLP-1, como Wegovy.
- Apenas cerca de 14 mil pacientes recebem tratamento, apesar de milhões elegíveis, devido a regras de reembolso e acesso restrito.
- A estratégia envolve autofinanciamento, com campanhas de conscientização e atuação junto a médicos e pacientes para ampliar o acesso.
- Wegovy está disponível em cerca de 1.200 estabelecimentos desde fevereiro de 2024, com critérios de elegibilidade que incluem IMC de 35 ou mais, ou 27 com comorbidades.
- A empresa busca crescimento de dois dígitos neste ano e pretende triplicar o número de pacientes tratados até 2030, mantendo o foco no acesso não coberto pelo seguro.
A Novo Nordisk pretende ampliar o acesso a tratamentos contra a obesidade no Japão ao focar em pacientes que pagam do próprio bolso. A empresa afirma que milhares de indivíduos elegíveis não recebem tratamento devido a barreiras de reembolso e regras de prescrição rígidas.
Em Tóquio, Keisuke Kotani, chefe da unidade japonesa da Novo Nordisk, disse que a companhia atuará junto a médicos e pacientes autofinanciados. A meta é cobrir lacunas entre necessidade clínica e demanda, ressaltando que o modelo autofinanciado pode ampliar a participação de pacientes.
Cenário regulatório e impacto no mercado
O Wegovy, medicamento GLP-1 da Novo Nordisk, está disponível no Japão desde fevereiro de 2024 em cerca de 1.200 estabelecimentos. Critérios clínicos estritos elevam a barreira de acesso, com pacientes exigidos a ter IMC de 35 ou mais, ou 27 com comorbidades e resposta inadequada a dieta e exercícios.
Apenas cerca de 14 mil pacientes recebem tratamento no momento, enquanto estimativas apontam aproximadamente 6 milhões elegíveis e 26,6 milhões com obesidade segundo a empresa. A companhia ressalta que a ampliação do acesso fora do sistema de seguro é parte de uma estratégia de crescimento global.
Perspectivas de crescimento e ações da empresa
A Novo Nordisk divulgou a perspectiva de crescimento de dois dígitos para este ano no Japão, com a ambição de triplicar o número de pacientes tratados até 2030. Kotani reforçou que o objetivo não é promover tratamentos para uso cosmético, mas ampliar o acesso a quem realmente necessita.
A companhia já trabalha para aumentar a conscientização e firmou acordo com a Sociedade Japonesa para o Estudo da Obesidade, visando aprimorar a compreensão clínica da doença e apoiar ações municipais de tratamento da obesidade. A Eli Lilly, concorrente, também oferece opções de GLP-1 no mercado com restrições semelhantes.
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