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Oncoclínicas busca waiver de debenturistas para descumprir limite de alavancagem

Oncoclínicas solicita waiver a debenturistas para descumprir covenants de endividamento, sem balanço de 2025 divulgado, com assembleias em 25 de março

Rede de clínicas de tratamento do câncer convoca debenturistas para votar waiver antes de divulgar resultado de 2025, marcada para o dia 30 de março (Foto: Divulgação/Oncoclínicas)
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Oncoclínicas pediu aos debenturistas das 8ª e 10ª emissões autorização para descumprir, sem inadimplência formal, o limite de endividamento (covenants) até a divulgação do balanço de 2025.

A empresa tem dívida bruta de R$ 4,8 bilhões e precisa rolar ao menos R$ 1 bilhão neste ano para quitar vencimentos e ajustar o fluxo de caixa.

O objetivo é obter waiver para manter alavancagem acima do permitido (índice dívida líquida/EBITDA não pode superar 3,5 vezes), caso o resultado de 2025 não atinja o teto.

As duas debêntures somam R$ 1,55 bilhão (R$ 800 milhões da 8ª emissão, vencimento em abril de 2029; R$ 750 milhões da 10ª emissão, vencimento em novembro de 2027).

As assembleias foram marcadas para 25 de março; a Oncoclínicas ainda não divulgou os números de 2025 e anunciou que divulgará o balanço em 30 de março.

A Oncoclínicas pediu aos debenturistas das 8ª e 10ª emissões um waiver para descumprir o limite de endividamento, sem configurar inadimplência formal. A medida é apresentada dias antes da divulgação do balanço de 2025.

A empresa acumula dívida bruta de 4,8 bilhões de reais e precisa rolar pelo menos 1 bilhão este ano para cobrir vencimentos e um fluxo de caixa livre projetado negativo. O pedido envolve o nível de alavancagem, com o índice dívida líquida sobre EBITDA limitado a 3,5 vezes.

As duas emissões somam 1,55 bilhão de reais: 800 milhões na 8ª emissão com vencimento em abril de 2029 e 750 milhões na 10ª emissão com vencimento em novembro de 2027. A companhia sustenta que pode ficar acima do teto sem inadimplência, caso o waiver seja aprovado.

O adiamento de confirmação do balanço de 2025 sinaliza que o resultado pode ficar abaixo do limite. A divulgação do resultado está prevista para 30 de março, e as assembleias foram marcadas para 25 de março por plataforma digital.

O waiver depende de pelo menos 50% mais um dos detentores dos certificados aprovarem a medida em primeira convocação. A comunicação foi assinada pela vice-presidente financeira e de RI, Camille Loyo Faria.

O câmbio de rating ocorreu em 26 de fevereiro, com queda de BBB(bra) para CCC-(bra). A ação levou sete séries de CRIs lastreados em debêntures da Oncoclínicas a recuar de BBBsf(bra) para CCC-sf(bra).

Em setembro de 2025, a composição da dívida envolvia debêntures (48%), CRIs (32%), empréstimos bancários (13%) e contas a pagar por aquisições (7%). Para 2026, vencem 745 milhões; em 2027, 810 milhões.

A empresa também trabalha na substituição do fundador Bruno Ferrari como CEO, em processo conduzido pela Spencer Stuart. A ação da companhia já acumula queda de 20,5% no ano e desvalorização de 58% em 12 meses.

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