- Estudo avaliou as 50 maiores criptos por capitalização, usando TEA e a relação tesouraria/taxas para medir eficiência e identificar “Zombie protocols”.
- XRP foi destacado como o principal Zombie, com enormes volumes em custódia que reduzem a utilidade da atividade na ledger.
- XLM e ADA aparecem entre os Zombies, com tesourarias grandes relativamente à menor atividade on‑chain.
- Outros projetos com perfil semelhante incluem Mantle, Near, Hedera e Aptos, que possuem reservas expressivas e uso ainda modesto.
- Para deixar o status de Zombie, é preciso aumentar a velocidade da atividade na rede ou reduzir a tesouraria; análises de runway mostram vulnerabilidade de Near, Optimism e Cardano diante de quedas no token nativo.
A pesquisa analisa os 50 maiores criptoativos por capitalização para identificar o que chamam de “Zombie Protocols”. O estudo usa a relação tesouraria/Taxa (treasury-to-fees) para medir eficiência econômica, comparando ativos nativos e não nativos.
Entre os protagonistas, XRP surge como o principal Zombie, com grandes estoques em custódia que eclipsam a atividade efetiva. Cardano aparece como um caso acadêmico, com grande tesouraria porém volume on-chain baixo. Outras criptos com grande capital reservado, como XLM, também aparecem nesse grupo.
O trabalho define TEA (Total Economic Activity) para capturar adoção real, somando volume de liquidação, taxas de aplicação e taxas/MEV. O objetivo é comparar o capital disponível com a atividade gerada pela rede ao longo do tempo.
A metodologia exclui algumas moedas da tesouraria, mantendo apenas ativos estáveis, BTC e ETH. Em seguida, calcula o TEA anualizado e o índice de eficiência não-nativo para cada protocolo, para indicar quão produtivo é o capital não-nativo.
Segundo a análise, XRP, Mantle e Stellar apresentam elevados valores de TEA, mas enfrentam baixa eficiência quando o capital permanece ocioso. Já ativos considerados de “fortaleza” mostram reservas externas suficientes para sustentar operações por anos, mesmo com queda significativa de valor.
No conjunto de dados, Worldcoin, Cardano, Near, Hedera e Aptos compõem o grupo de protocolo com maior diversidade de tesourias ou de uso institucional, o que influencia seus indicadores de eficiência. Esses casos ilustram diferentes caminhos entre financiamento robusto e uso real da rede.
Análise de vulnerabilidade aponta que Near, Optimism e Cardano demonstram maior sensibilidade a quedas de valor de tokens nativos, já que dependem mais dessas moedas para sustentar seus planos de desenvolvimento. Outros atuam com maior resiliência financeira.
A reportagem observa que o conceito de Zombie nem sempre indica falha; alguns protocolos podem estar bem posicionados para enfrentar o bear market, mantendo capital suficiente para continuar investimentos e inovação.
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