- A pobreza na Argentina caiu para 28,2% sob a gestão de Milei, menor nível em sete anos, apesar de inflação ainda elevada e percepção de piora no dia a dia.
- Milei registra desaprovação de 64,5%, apontada pela consultoria Zuban Córdoba, indicando impopularidade recorde.
- O desgaste político vem acompanhado de escândalos no gabinete, aumento do desemprego, fechamento de milhares de empresas e cortes em saúde e educação.
- Existe desconfiança no sistema financeiro, com cerca de US$ 170 bilhões mantidos fora dos bancos; tentativas de atrair esse capital com isenções fiscais tiveram pouco sucesso.
- O PIB cresceu 4,4% em 2025, mas a inflação fechou o ano em 31,5%, a mais baixa desde 2017, processo que não imprime estabilidade suficiente para o governo.
A Argentina registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, caindo de 38,1% em 2024 para 28,2% no ano seguinte, conforme o Indec. O dado aponta para avanço econômico sob a gestão de Javier Milei, mas não sustenta melhora na popularidade do presidente.
Ao mesmo tempo, Milei enfrenta desgaste político expressivo. Dados de uma consultoria apontam 64,5% de desaprovação, enquanto escândalos envolvendo o gabinete alimentam ceticismo público. Desemprego em alta, fechamento de milhares de empresas e cortes na saúde e educação também impactam a percepção sobre o governo.
Ainda nesse contexto, persiste a desconfiança no sistema financeiro, herdada de crises passadas. Estima-se que US$ 170 bilhões permaneçam fora dos bancos. Esforços do governo para atrair esse capital com isenções fiscais, sob a ideia de aliviar o colchão, não apresentaram resultados significativos até o momento.
Contexto econômico e político
O país avançou na pobreza, mas a economia enfrenta desafios relevantes. O PIB de 2025 registrou crescimento de cerca de 4,4%, segundo informações oficiais, enquanto a inflação fechou o ano em 31,5%, a mais baixa desde 2017. Em maio, o governo planeja elevar impostos sobre combustíveis, medida que deve impactar o custo de vida.
A realidade do cotidiano e a inflação permanecem no centro das preocupações da população, mesmo com números oficiais de melhoria. A situação é acompanhada por análises de Ariél Palacios, correspondente da Globo e Globonews para América Latina, que destacam a leitura de eleitores diante do cenário misto de queda de pobreza e persistência de dificuldades econômicas.
O Assunto, produzido pela equipe da Globo, segue acompanhado de especialistas e correspondentes para entender as nuances da política econômica. As informações apresentadas refletem dados oficiais, pesquisas de opinião e o panorama político-energetico do momento.
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