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Facilidades científicas de ponta no Reino Unido em risco por crise de £162 milhões

Cortes de até vinte por cento no Diamond Light Source e no ISIS para economizar £162m até 2029-30 colocam em risco fechamento de centros de pesquisa britânicos

Experts have said the Diamond Light Source, operated by the STFC, is a crucial part of the UK’s innovation and research infrastructure.
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  • O Conselho de Instalações Científicas e Tecnológicas (STFC) enfrenta cortes de pelo menos £162 milhões até 2029-30, afetando instalações nacionais lideradas mundialmente, como Diamond Light Source, ISIS Neutron and Muon Source e o laboratório de Daresbury.
  • Diamond Light Source e ISIS proponem reduzir entre dez e vinte por cento dos seus gastos anuais para ajudar a-STFC a economizar o montante exigido.
  • Parte dos cortes recairá sobre bolsas de pesquisa, apesar de a maior parte das economias buscar ser interna, segundo o STFC.
  • Especialistas e representantes do setor científico alertam que reduções abruptas podem prejudicar capacidades e atratividade internacional do Reino Unido na ciência.
  • O STFC afirma que não há decisões sobre fechamento de áreas no momento e que o processo de priorização continua, com mudanças a serem anunciadas no outono.

O financiamento de instalações científicas de ponta no Reino Unido está sob risco de cortes que podem chegar a 162 milhões de libras até 2029-30. A crise afeta laboratórios geridos pelo Science and Technology Facilities Council (STFC), como o Diamond Light Source e o ISIS Neutron and Muon Source, além do Daresbury Laboratory, em Cheshire. A pressão vem de overruns com custos de energia, pessoal e câmbio, e exige ajustes para equilibrar o orçamento.

Os centros, que atendem centenas de empresas e milhares de cientistas no país e no exterior, correm o risco de reduzir gastos entre 10% e 20% ao ano. Embora o STFC pretenda priorizar economias internas, parte dos cortes recairá sobre bolsas de pesquisa. A medida geraria impactos significativos no ecossistema científico britânico, segundo especialistas.

O Diamond Light Source funciona como um microscópio gigante, gerando feixes de luz ultrajointes que apoiam estudos desde vírus até artefatos históricos. O ISIS utiliza nêutrons para investigar materiais e tem mantido 80% da capacidade devido a pressões de custo, com perdas de cerca de 10% de funcionários nos últimos anos.

Tecnologias e pesquisas dependem de instrumentos disponíveis em diferentes linhas de feixes, segundo acadêmicos. Um corte de orçamento pode afetar áreas inteiras de pesquisa que dependem de técnicas específicas para avançar em campos como fármacos, baterias e mobilidade de hidrogênio.

Líderes da comunidade científica reagiram com cautela. O diretor da Institute of Physics ressaltou a necessidade de consulta pública e de evitar mudanças abruptas que comprometam a capacidade interna do país. A sustentabilidade dos centros é vista como vital para a atratividade internacional da ciência britânica.

Em carta interna, a presidente-executiva do STFC e o diretor da UK Research and Innovation disseram que alguns impactos seriam inevitáveis no portfólio, ainda sem decisões definitivas. Questionado sobre fechamento, o STFC informou que não há decisões tomadas até o momento e que o processo de priorização continua, com anúncios previstos para o outono.

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