- O presidente do PT, Edinho Silva, disse que respeita a decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, de suspender a pesquisa AtlasIntel a pedido do PL.
- A AtlasIntel apresentava aos entrevistados áudio atribuído ao senador Daniel Vorcaro sobre financiamento ao filme Dark Horse; o material foi divulgado pelo The Intercept Brasil.
- O PL afirmou que a pesquisa manipulou a opinião dos entrevistados com estímulos narrativos negativos antes das perguntas sobre intenção de voto.
- Edinho Silva reforçou o respeito ao Judiciário e afirmou que decisões devem ser acatadas.
- O TSE iniciou o julgamento da liminar de Nunes Marques, mas o processo foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha, com ministros discutindo regras para futuras pesquisas.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça (9) que respeita a decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, de suspender a pesquisa AtlasIntel BR-06939/2026, a pedido do PL, partido do pré-candidato Flávio Bolsonaro. A medida impacta a divulgação de resultados eleitorais.
Edinho lembrou que decisão do Poder Judiciário não se debate nem se opina, apenas se respeita. O dirigente falou à imprensa na sede do PT e reiterou o respeito ao andamento do processo.
Segundo o PL, a AtlasIntel manipulou a opinião dos entrevistados para prejudicar a imagem de Flávio Bolsonaro, usando estímulos narrativos antes de perguntas sobre intenção de voto. O partido aponta suposta interferência no resultado.
Contexto da suspensão
A AtlasIntel apresentou aos entrevistados um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, divulgado pelo The Intercept Brasil, que envolve financiamento ao filme Dark Horse. O PL sustenta que o instituto violou padrões éticos da pesquisa.
A empresa AtlasIntel contestou as alegações, afirmando que o questionário respeita autonomia metodológica e que os itens buscavam apenas medir percepções públicas já amplamente divulgadas. Defende que o uso de audiovisual ocorreu após a coleta de dados.
O TSE iniciou julgamento sobre a liminar de Nunes Marques, com ministros discutindo regras para futuras publicações de pesquisas. A ministra Estela Aranha pediu mais tempo para análise, solicitando vistas do processo.
O tribunal debate como orientar divulgações de pesquisas eleitorais sem induzir respostas, enquanto a AtlasIntel reforça que seu objetivo é aferir percepções do eleitorado frente a fatos amplamente noticiados pela imprensa.
Entre na conversa da comunidade