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Comitê europeu oficializa planos para o maior acelerador de partículas do mundo

Comissão Europeia inclui o FCC no plano de física de partículas, tornando-o o maior acelerador do mundo, com custo de 95 bilhões de reais e início na década de 2040

Corredor futurista com tubulações e estruturas metálicas em perspectiva, criando uma sensação de profundidade e tecnologia avançada
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  • O Comitê europeu oficializou a inclusão do Futuro Colisor Circular (FCC) na Estratégia Europeia para Física de Partículas, tornando-o um plano concreto.
  • O FCC terá 91 quilômetros de extensão, será três vezes maior que o LHC e o custo estimado é de 15 bilhões de francos suíços (R$ 95 bilhões).
  • O projeto será executado em duas fases: FCC-ee, com colisões elétron-pósitron até 0,365 TeV entre 2045 e 2070, e depois FCC-hh, com colisões próton-próton até 100 TeV.
  • A atualização da estratégia ocorreu entre 2024 e 2026, após consulta a especialistas e mais de duzentas submissions, priorizando melhorias no LHC e a implantação do FCC.
  • O FCC está previsto para começar após o fim das atividades do LHC, com operação prevista para a década de 2040.

O Comitê Europeu oficializou planos para construir o maior acelerador de partículas do mundo. O FCC (Futuro Colisor Circular) foi incluído na Estratégia Europeia para Física de Partículas, com orçamento estimado em 15 bilhões de francos suíços, cerca de 95 bilhões de reais.

O LHC, atual maior acelerador, está localizado na fronteira Suíça-França. Inaugurado em 2008, tem 27 quilômetros de extensão e aproxima prótons à velocidade da luz para investigar o bóson de Higgs, entre outros fenômenos. A rede CERN envolve 25 países.

A atualização da estratégia foi anunciada no fim de maio de 2026. O processo, iniciado em março de 2024, envolveu consulta a especialistas e mais de 260 contribuições por escrito. O objetivo é orientar o futuro da física de partículas na região.

Plano em duas fases

O FCC prevê duas máquinas em sequência. A primeira, FCC-ee, colide elétrons com pósitrons a até 0,365 TeV, permitindo estudo detalhado do bóson de Higgs. A segunda etapa, FCC-hh, colide prótons a 100 TeV, sete vezes a energia do LHC.

Metade do investimento será destinado à construção de um túnel circular subterrâneo para abrigar o FCC-ee. A previsão de operação é entre 2045 e 2070, período em que o LHC já terá encerrado atividades.

Avanços e próximos passos

Após a conclusão do FCC-ee, o túnel receberá a segunda etapa, o FCC-hh. A estratégia segue o modelo do LHC, iniciado em 1983 com o túnel de 27 quilômetros, que mais tarde hospedou o LHC. O objetivo é manter a liderança em física de partículas na região.

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