- O composto amivantamab, uma vacina/campo terapêutico de três ações, mostrou potencial de reduzir ou eliminar tumores em pacientes com câncer de cabeça e pescoço resistente a tratamentos.
- Em estudo internacional com 102 pacientes, 43 apresentaram encolhimento ou desaparecimento dos tumores; 15 tiveram tumor eradicado e 28 mostraram queda significativa.
- O estudo teve 11 países e revelou respostas fortes em pacientes cujo câncer não respondia a quimioterapia e imunoterapia; os resultados foram apresentados no encontro ASCO, em Chicago.
- O medicamento é aplicado por injeção subcutânea a cada três semanas e apresentou efeitos colaterais leves a moderados, com queda de tratamento em menos de 10% dos pacientes.
- Sobre a sobrevida, pacientes receberam mediana de 12,5 meses desde o início do tratamento; o estudo enfatiza avanços em câncer de cabeça e pescoço HPV-negativo.
O uso de uma vacina contra o câncer mostrou resultados inéditos em pacientes com tumores no pescoço e cabeça que não responderam a quimioterapia ou imunoterapia. O composto amivantamab foi aplicado em um estudo internacional com 102 pacientes, em 11 países, e revelou encolhimento de tumores em mais de um terço dos participantes, com casos de remoção total de lesões em 15 pacientes. A campanha ocorreu após falhas em tratamentos anteriores, oferecendo uma alternativa com múltiplos mecanismos de ação.
O ensaio avaliou a eficácia da injeção subcutânea, administrada a cada três semanas, em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. O resultado mais significativo foi a redução expressiva dos tumores em 28 pacientes e a eliminação completa em 15 casos. Além disso, estudos indicaram respostas semelhantes em pacientes com câncer de pulmão, ampliando o leque de aplicações da droga.
O amivantamab funciona bloqueando duas vias de suporte ao crescimento tumoral, EGFR e MET, ao mesmo tempo em que estimula o sistema imune a atacar as células cancerígenas. O formato de aplicação facilita a distribuição em ambulatórios e reduz a necessidade de internação, em comparação com terapias intravenosas tradicionais.
Os dados preliminares foram apresentados na conferência ASCO, em Chicago, como parte do maior encontro mundial de oncologia. A divulgação ocorreu antes de publicação científica completa, com foco nos resultados de tumores de cabeça e pescoço e observações sobre câncer de pulmão na mesma linha terapêutica.
Entre os participantes, o paciente Carl Walsh, de 56 anos, contou ter passado por quimioterapia e imunoterapia sem sucesso, ingressando no estudo OrigAMI-4 em 2025. Ele relata melhoria na fala, na alimentação e na qualidade de vida após as primeiras sessões, com progressos contínuos ao longo do tratamento.
Os pesquisadores destacam que o grupo estudado envolve tumores não relacionados ao papillomavírus humano (HPV) de orofaringe, um subtipo de difícil manejo. A progressão no tratamento para esse subconjunto é considerada particularmente relevante, dadas as perspectivas históricas de pior prognóstico.
O estudo indica que a mediana de sobrevida global após o início do tratamento com amivantamab foi de 12,5 meses, em meio a um cenário de doenças extremamente desafiadoras. Diretores do Instituto de Pesquisas sobre Câncer destacam o potencial de ampliar opções terapêuticas para pacientes com opções limitadas.
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