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Sinais de RM mais intensos indicam melhoria em técnica de imagem

Nova sensor MRI amplifica o sinal para detectar neuroquímicos no cérebro e no corpo, possibilitando imagens mais sensíveis e abrangentes de biomoléculas.

Liposomal nanoparticle reporters, or LisNRs, can brighten or dim MRI signals in response to specific molecular targets. Shown here is the water channel (magenta) that allows LisNRs to sense molecular targets, in combination with a blocking protein (green) that allows the sensors to turn on and off.
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  • Pesquisadores do MIT desenvolveram sensores de ressonância magnética (RM) que iluminam ou atenuam o sinal em resposta a moléculas-alvo, aumentando a sensibilidade.
  • Os LisNRs (liposomal nanoparticle reporters) são nanopartículas lipossomais com gadolínio, projetadas para permitir entrada de água apenas na presença do alvo, ampliando o sinal da RM.
  • Em ratos vivos, as LisNRs conseguiram detectar biotina no cérebro e no corpo com sensibilidade cerca de dez vezes maior do que abordagens convencionais.
  • Os sensores podem ser administrados sistemicamente, alcançando múltiplos órgãos e se espalhando pelo cérebro, o que favorece imagens de toda a via neural e de tecidos periféricos.
  • Futuramente, pretende-se adaptar LisNRs para detectar neuroquímicos específicos, iniciando por dopamina e glutamato.

A equipe de bioengenharia do MIT apresentou sensores de ressonância magnética que amplificam sinais em resposta a moléculas-alvo. O estudo, divulgado na revista Nature Biomedical Engineering em 13 de maio, propõe detectar neurotransmissores e metabólitos no cérebro e no corpo.

Os LisNRs, sigla para liposomal nanoparticle reporters, colocam muitos agentes de contraste dentro de nanopartículas envoltas por membrana. A abertura de canais de água na parede determina se o gadolínio ilumina o sinal de MRI.

Os pesquisadores desenvolveram sensores que permitem que uma única molécula-alvo influencie várias unidades de contraste, elevando a sensibilidade. O objetivo é capturar sinais químicos com maior resolução ao longo do cérebro.

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Alan Jasanoff, professor no MIT, com participação de Sayani Das e Jacob Cyert Simon. Colaboradores do laboratório de Masayuki Inoue, de Tóquio, ajudaram a aumentar a potência das canais.

Em experimentos com ratos, os LisNRs detectaram biotina no cérebro e no corpo, demonstrando o efeito de ampliação. A equipe mostrou sensibilidade cerca de 10 vezes maior que abordagens convencionais de detecção por MRI.

Os sensores são capaz de entrega sistêmica, atingindo diversos órgãos e se espalhando pelo cérebro. Isso abre caminho para imageamento de larga escala no sistema nervoso central e em tecidos periféricos.

Aplicações futuras

A equipe planeja desenvolver LisNRs que respondam a neuroquímicos específicos, começando por dopamina e glutamato. A meta é detectar aproximadamente 100 neuroquímicos no cérebro, ampliando o conjunto de medições dinâmicas.

Os autores destacam que a técnica pode permitir monitorar sinais químicos em tempo real, contribuindo para pesquisas sobre computação neural. A abordagem visa ampliar o alcance do MRI sem depender de grandes quantidades de agentes de contraste.

A expectativa é que avanços adicionais elevem ainda mais a sensibilidade, possibilitando mapeamentos detalhados de redes químicas no cérebro. O estudo ressalta potencial impacto em neurociência, medicina diagnóstica e pesquisa biomédica.

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