- Pesquisadores analisaram cocô de esquilos-do-ártico fossilizado no permafrost do Yukon, Canadá, de animais que viveram entre 300 mil e 700 mil anos atrás.
- O DNA encontrado nos excrementos indicou presenças de mamutes, bisões e tigres-dente-de-sabre, além de permitir identificar o genoma de 18 outras espécies.
- O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
- Com o aquecimento global, o derretimento do permafrost tem revelado estas cápsulas do tempo, e os cientistas buscam preservar ao máximo as amostras para entender ecossistemas antigos.
- A pesquisa aponta dieta diversificada dos esquilos da era glacial e oferece pistas sobre clima, ecologia e evolução de diversas espécies.
Cientistas reviram cocô fossilizado de esquilos-do-ártico encontrado em túneis do permafrost canadense e detectaram DNA de mamutes, bisões e tigres-dente-de-sabre nas amostras. O achado amplia o que se sabe sobre a alimentação desses animais pré-históricos.
Os pesquisadores envolvidos destacam que o estudo, liderado porutuários do campo, foi publicado na Nature Communications. O grupo analisa DNA presente em excrementos de esquilos que viveram entre 300 mil e 700 mil anos atrás.
As análises indicam dieta variada dos esquilos, com consumo de plantas, fungos, insetos e, possivelmente, matéria de carcaças quando disponível. A hibernação prolongada leva esses animais a buscar recursos nos meses em que estão ativos.
Além do DNA de esquilos, foram identificados genomas de 18 outras espécies no material, incluindo cavalos e lobos-cinzentos. O derretimento do permafrost, acelerado pelo aquecimento global, expõe esse material antigo para estudo.
Os pesquisadores ressaltam a importância de preservar o material encontrado, pois ele ajuda a entender ecossistemas passados, mudanças climáticas e padrões evolutivos. As informações contribuiriam para estudos de clima, biologia e ecologia atuais.
Segundo o estudo, o cocô dos esquilos pode funcionar como janela para o passado, oferecendo insights sobre espécies extintas, extinções e dinâmicas de ecossistemas que não existem mais. A pesquisa reforça o valor de amostras aparentemente comuns.
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