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Novos métodos de levantamento revelam insights sobre biodiversidade de Madagascar

Novos métodos do LIFEPLAN expandem o monitoramento na Madagascar, mostrando que padrões de vertebrados não capturam a diversidade de artrópodos e fungos

The royal blue pansy butterfly (Junonia rhadama), one of the endemic insect species trapped by the IBA. Image by Andrianiaina Angelo via iNaturalist. (CC BY-NC 4.0)
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  • A iniciativa global LIFEPLAN amplia o monitoramento da biodiversidade em 83 locais pelo mundo, incluindo artrópodes, fungos, mamíferos e aves; em Madagascar, a coleta envolve comunidades locais com uma rede de instrumentos de amostra.
  • No país, mapas de biodiversidade passaram a considerar muito além de espécies-teto, com ferramentas como armadilhas de insetos, câmeras, gravadores e amostras de solo para captar diversidade de grupos ainda pouco conhecidos.
  • O projeto reúne dados de Madagascar em mais de cinquenta pontos ao longo de todo o gradiente climático do país, enfrentando desafios como estradas de difícil acesso, cobertura de celular limitada e chuvas fortes.
  • As análises indicam que a diversidade de artrópodes é fortemente influenciada pela distância geográfica, enquanto fungos acompanham o clima, sugerindo que estratégias de conservação baseadas apenas em aves ou lêmures podem não representar toda a biodiversidade.
  • Investimento necessário para monitoramento contínuo fica entre R$ 75 mil e R$ 150 mil por ano em ten sites, com projeção de 10 a 15 anos para detectar mudanças significativas; o objetivo é estabelecer um sistema de monitoramento a longo prazo para as áreas protegidas.

Conservacionistas de Madagascar participam de um esforço global para ampliar a monitoração da biodiversidade. O projeto LIFEPLAN coleta dados de arthropodes, fungos, mamíferos e aves em 83 locais ao redor do mundo, incluindo Madagascar.

Dimby Raharinjanahary, líder anterior de monitoramento dos parques nacionais de Madagascar, hoje dirige o monitoramento no Madagascar Biodiversity Center. Ele integra a iniciativa que expande além de poucas espécies-alvo.

A ação acontece desde 2019 em Madagascar, abrangendo mais de 50 locais que cobrem todo o gradiente climático do país. Comunidades locais sustentam redes de armadilhas, câmeras e coletadores de amostras.

Nova visão de biodiversidade

O LIFEPLAN usa métodos padronizados, repetidos ao longo do tempo, para comparar ecossistemas de diferentes regiões. O estudo inicial estima cerca de 255 mil espécies de artrópodes no arquipélago.

Os pesquisadores verificaram que padrões que explicam a diversidade de vertebrados nem sempre valem para artrópodes e fungos. A distância geográfica é o principal motor da diversidade de artrópodes.

Isso implica que estratégias de conservação baseadas apenas em hotspots de aves ou lêmures podem não representar toda a diversidade de artrópodes ou fungos. O enfoque é ampliar áreas protegidas.

Impactos e custos

Modelos indicam quais áreas deveriam ser priorizadas para captar o máximo de espécies não representadas nas reservas atuais. A equipe aponta que 50 locais formam uma lista de prioridade para expansão.

Manter o monitoramento requer investimento contínuo. Estima-se que 10 sites custem entre 75 mil e 150 mil dólares por ano, com base na acessibilidade e no processamento de dados.

Raharinjanahary ressalta que o objetivo é tornar o LIFEPLAN um sistema de monitoramento de longo prazo. Ele pretende integrar parques, ONGs e empresas para avaliar recuperação da biodiversidade.

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