- CERN planeja transportar antimatter pela primeira vez em um teste de vinte minutos com uma réplica de um dispositivo de uma tonelada, no campus que fica próximo a Genebra.
- O objetivo é provar que é possível deslocar antimatter até outros laboratórios para realizar medições de alta precisão sobre por que o universo é dominado pela matéria.
- O carregamento contém aproximadamente mil partículas de antiprótons, com massa de cerca de um bilionésimo de milésimo de grama; em contato com a matéria comum, liberar energia.
- O dispositivo fica em uma armadilha cryogênica de vácuo ultrafundo, com campos magnéticos e elétricos para manter o antimatter no centro; o teste usa baterias com duração de cerca de quatro horas.
- O plano é levar o antimatter até a Heinrich Heine University, em Düsseldorf, para experimentos, sendo necessário demonstrar que o transporte é viável para viagens de até 500 milhas.
O CERN planeja realizar pela primeira vez o transporte de antimatter, material extremamente delicado. Um dispositivo de cerca de 1 tonelada será carregado em um caminhão e sairá do campus para uma rota de aproximadamente 500 milhas. O teste está previsto para ocorrer já neste mês.
O objetivo é verificar se a antimatter pode ser movimentada com segurança sem perder o material durante o trajeto. Caso o experimento seja bem-sucedido, a equipe poderá levar o equipamento para outros laboratórios, para realizar medições de alta precisão.
Quem está envolvido: pesquisadores do CERN, em especial o time ligado ao experimento Base, liderado pelo físico Christian Smorra. A iniciativa envolve ainda Stefan Ulmer, de Düsseldorf, que participa do desenvolvimento do sistema de recebimento da antimatter.
Como será o transporte
O carregamento será feito a partir do Antimatter Factory do CERN, onde prótons de alta energia são direcionados a um alvo metálico. O resultado são antiprótons que são desacelerados e capturados em uma armadilha.
A embalagem precisa manter o antimatter longe de qualquer contacto com a matéria comum. O interior da câmara opera em vácuo ultrabaixo e a temperatura chega a -269°C, com campos magnéticos e elétricos para manter as partículas no seu centro.
Para a viagem, o isolamento é crucial. O sistema atual depende de baterias de duração limitada; em viagens mais longas, será necessário um gerador a bordo para sustentar as condições de contenção.
Contexto científico
O objetivo maior é entender por que o universo é feito de matéria em vez de antimateria. Moléculas e partículas antipartículas podem ajudar a esclarecer diferenças sutis entre matéria e antimatter, exigindo medições extremamente precisas.
O projeto ressalta que, apesar de a antimatter existir em ambientes experimentais, o transporte seguro requer infraestrutura específica. A expectativa é que, se aprovado, o teste de campo seja seguido de novas etapas em laboratórios parceiros.
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