- Pesquisadores da USP encapsularam a seriniquinona em nanopartículas de PLGA, permitindo testes em animais.
- A substância, isolada de Serinicoccus sp., tem potencial contra melanoma e infecções fúngicas em estágios iniciais.
- Em cultura celular e em esferoides, a forma encapsulada foi mais eficaz que a substância sem nanopartículas e houve liberação controlada.
- Os testes em larvas de Galleria mellonella não mostraram sinais de toxicidade.
- Este é o primeiro registro de uso da seriniquinona em seres vivos, abrindo caminho para futuras etapas de avaliação.
A seriniquinona, molécula estudada há mais de uma década, mostrou potencial contra melanoma e infecções fúngicas. Ela foi isolada de uma bactéria marinha, Serinicoccus sp., e agora avança para testes em animais. O desafio era sua baixa solubilidade em água, que dificultava a administração.
Pesquisadores da USP conseguiram contornar o empecilho com uma formulação baseada em nanopartículas. O uso de PLGA, ácido poli(D,L-lático-co-glicólico), permitiu encapsular a substância e testá-la em modelos vivos. A notícia foi publicada no Journal of Drug Delivery Science and Technology.
Avanço técnico e resultados iniciais
Os testes cobriram cultura celular, esferoides tumorais e organismos vivos. Em células e esferóides, a seriniquinona encapsulada mostrou maior eficácia que a forma livre. A liberação controlada sugere atuação prolongada no ambiente tumoral.
Nas larvas de Galleria mellonella, modelo utilizado para toxicidade, a formulação não apresentou sinais de prejudicial. Este foi o primeiro registro do uso da seriniquinona em seres vivos, com a nanoparticulação abrindo caminho para novas etapas.
O que vem a seguir
Os próximos passos envolvem avaliações em modelos pré-clínicos adicionais e estudos de farmacocinética. Caso confirme segurança e eficácia, a substância pode seguir para etapas de desenvolvimento farmacêutico. A equipe destaca o potencial dual para câncer e infecções fúngicas.
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