- A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência entrega, nesta quarta-feira, 11 de outubro, o prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher em São Paulo, nas categorias Humanidades; Ciências Biológicas e da Saúde; e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra.
- Uma das homenageadas na categoria Ciências Biológicas e da Saúde é Luísa Lina Villa, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e colaboradora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
- Villa recebe o prêmio por sua atuação na pesquisa sobre o Papilomavírus Humano (HPV), contribuindo para entender a doença, a prevenção e a eficácia das vacinas.
- Ela destaca a importância de identificar quais infecções por HPV persistentes elevam o risco de tumores e de incluir estudos em homens para entender a transmissão e as lesões associadas.
- Atualmente, a vacinação contra HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas entre nove e quarenta e cinco anos, com evidências de redução de infecções e de doenças precursoras em diferentes países.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega nesta quarta-feira (11), Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, o prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher. A homenagem reconhece pesquisadoras de destaque em Humanidades, Ciências Biológicas e da Saúde, e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. A cerimônia ocorre à tarde, em São Paulo.
Entre as premiadas está Luísa Lina Villa, professora da Faculdade de Medicina da USP e colaboradora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na categoria Ciências Biológicas e da Saúde. A escolha celebra trajetórias relevantes na área. Villa integra o grupo que desenvolve pesquisas sobre o HPV e suas consequências à saúde.
Villa iniciou a carreira científica a partir de um interesse infantil por microrganismos e avanrou para estudos de leveduras e, posteriormente, do Papilomavírus Humano (HPV). O HPV está ligado ao câncer de colo do útero e a infecções sexualmente transmissíveis, fenômo que orienta seus trabalhos desde os anos 2000.
Panorama da premiação e objetivo
A pesquisadora atuou por quase três décadas no Instituto Ludwig e, depois, seguiu na Faculdade de Medicina da USP. Suas investigações ajudam a entender a história natural da infecção por HPV e a definir quais casos evoluem para câncer, com foco especial no colo do útero.
Os estudos também consideraram a transmissão masculina do HPV, mapeando taxas de infecção entre homens e os riscos de lesões em diferentes regiões, como pênis, canal anal e orofaringe. A abordagem ampliou a compreensão sobre prevenção e manejo da doença.
Contribuições para vacinação e políticas públicas
As pesquisas de Villa contribuíram para evidenciar a eficácia, segurança e imunogenicidade das vacinas contra o HPV. Ao longo dos anos, os resultados ajudaram a consolidar políticas públicas de prevenção, com ênfase na vacinação como medida-chave para reduzir a incidência de infecções e tumores relacionados.
Atualmente, a vacinação contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, meninos e meninas, além de grupos específicos com maior vulnerabilidade, como pessoas com HIV, transplantados e pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos.
Impacto da vacinação e perspectivas
A disseminação das vacinas, aprovadas globalmente desde 2006, tem mostrado queda nas infecções por HPV e em lesões precursoras em diversos países. No Brasil, já há indicativos de redução de verrugas genitais e de alguns tipos de câncer associados ao vírus, segundo autoridades da área.
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