- A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lidera estudo com polilaminina para Trauma Raquimedular Agudo, autorizado para a fase um pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa.
- A iniciativa acontece no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em onze de fevereiro, que reforça a participação feminina na pesquisa e na inovação.
- No Sistema Único de Saúde, 336 estudos foram aprovados em chamada pública de fomento, sendo 186 coordenados por pesquisadoras, ou cerca de cinquenta e cinco por cento; oito projetos foram financiados na contratação direta, sendo cinco liderados por mulheres, com duração de 24 meses.
- A secretária Fernanda De Negri, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, destaca o compromisso do governo com a equidade de gênero nas políticas públicas.
- Houve investimento de R$ 1 milhão para avaliação de políticas e programas em saúde, com sete projetos selecionados, dos quais seis são liderados por mulheres.
O Ministério da Saúde e a Anvisa aprovaram o início da fase 1 de um estudo clínico sobre a polilaminina no tratamento de Trauma Raquimedular Agudo (TRM). Liderado pela professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto busca reconstruir caminhos neurais danificados e restabelecer impulsos elétricos para o movimento. A aprovação marca um avanço relevante na medicina regenerativa brasileira.
A iniciativa surge em meio ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11/02). A data, criada pela ONU em 2015, visa reconhecer o papel das mulheres na pesquisa, ciência e inovação, destacando impactos como o da polilaminina no TRM. A participação feminina em projetos científicos é apresentada como elemento central para o avanço tecnológico e a melhoria de políticas públicas.
O Ministério da Saúde tem destacado o engajamento de pesquisadoras em ações, estudos e espaços de compartilhamento de conhecimento para fortalecer o SUS. Em chamada pública recente, 336 estudos foram aprovados, com 186 liderados por pesquisadoras, o que representa cerca de 55% do total. Além disso, oito projetos de pesquisa estratégica financiados para o SUS tiveram cinco liderados por mulheres.
Mudança de tema: políticas e fomento à ciência
Fernanda De Negri, secretária da SCTIE/MS, afirma que os números refletem o compromisso do governo em ampliar a participação feminina na ciência como política de Estado. Ela ressalta a necessidade de pluralidade para a qualidade das políticas públicas e da gestão com múltiplos olhares.
Participação feminina e impacto na saúde
A atuação feminina é destacada como eixo para a inovação no SUS, o maior sistema público de saúde do país, com acesso universal. Entre as ações de fomento, uma chamada pública destinou R$ 1 milhão para avaliação de políticas de saúde, com sete projetos aprovados, seis liderados por mulheres. Meiruze Freitas, diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da SCTIE/MS, enfatiza o papel da equidade de gênero para ampliar o alcance e a qualidade da ciência brasileira.
Desafios e perspectivas na pesquisa clínica
Especialistas destacam que, além de promover pesquisas, é essencial assegurar trajetórias profissionais estáveis para pesquisadoras, enfrentando desigualdades em cargos de liderança e reconhecimento. Natália Bronzatto Medolago, da Unesp, ressalta que ambientes mais inclusivos fortalecem a qualidade científica e a diversidade de abordagens.
Entre na conversa da comunidade