- O professor James Collins e a equipe do MIT usam IA para projetar e testar antibióticos, combinando previsões computacionais com plataformas experimentais.
- Colaborações com Regina Barzilay, Tommi Jaakkola e o Wyss Institute levaram à descoberta de halicin, um antibiótico eficaz contra várias bactérias resistentes; o estudo foi publicado na revista Cell em 2020.
- Plataformas de órgãos em chips testam a eficácia de antibióticos em ambientes que simulam tecidos humanos, complementando experimentos com animais.
- Em 2025, estudo no Cell mostrou que IA generativa pode desenhar novos antibióticos; foram sintetizados 24 compostos, com sete apresentando atividade antibacteriana, incluindo NG1 e DN1 contra MRSA e Neisseria gonorrhoeae.
- A colaboração com Phare Bio apoia o Antibiotics-AI Project; a MIT recebeu financiamento da ARPA-H para desenhar 15 novos antibióticos e avançá-los para candidatos pré-clínicos.
O MIT tem utilizado inteligência artificial para acelerar a descoberta e o design de antibióticos, combinando previsões computacionais com plataformas experimentais avançadas. O pesquisador James J. Collins destaca que a colaboração entre áreas é essencial para transformar ideias em terapias viáveis.
Colaborações e plataformas: o que sustenta a pesquisa. Em parceria com Regina Barzilay e Tommi Jaakkola, o laboratório desenvolveu métodos de deep learning para identificar novas moléculas antimicrobianas, resultando na descoberta de halicin, apresentado em 2020 na revista Cell. No Wyss Institute, o uso de dispositivos orgãos-em- chips permite testar como os fármacos se comportam em ambientes próximos aos tecidos humanos.
Resultados recentes e impactos. Em 2025, o laboratório publicou resultados que mostram como IA generativa pode desenhar antibióticos desde o zero, com milhares de moléculas geradas, filtradas e testadas experimentalmente. Dentre as 24 substâncias sintetizadas, sete mostraram atividade bactericida, com NG1 e DN1 destacando-se por atacar pathogens resistentes.
Iniciativas de translacionalidade e parcerias. Collins cofundou a Phare Bio, organização sem fins lucrativos que leva candidatos promissores da Antibiotics-AI Project para a clínica, buscando integração com empresas, parceiros de IA e atores filantrópicos. Um grant da ARPA-H, ainda segundo o projeto, visa desenhar 15 novos antibióticos como candidatos pré-clínicos, acelerando a ponte entre descoberta e desenvolvimento.
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