- O Departamento de Justiça divulgou mais registros sobre Jeffrey Epstein e ligações com pessoas influentes, como Bill Gates, Elon Musk, Sergey Brin e o presidente Donald Trump.
- Bill Gates negou as acusações contidas nos arquivos, dizendo que são absurdas; mensagens atribuídas a Epstein sobre supostos contatos e “trats” com mulheres não foram comprovadas.
- Epstein foi banido permanentemente do Xbox Live em dezembro de 2013 por assédio, ameaças ou abuso, e a Microsoft informou que ele era um sex offender e foi removido para manter a plataforma segura.
- O DOJ é criticado por redigir e divulgar parcialmente os arquivos, com algumas redações revelando acidentalmente informações sobre vítimas e transações ligadas ao espólio.
- Mais de vinte mil e-mails de Epstein foram liberados; pesquisadores reformataram os documentos via site “Jmail” para facilitar buscas, citando conteúdos envolvendo figuras como Marvin Minsky e Joichi Ito.
O Ministério da Justiça divulgou novos trechos de arquivos sobre Jeffrey Epstein, conhecido como “filantropo da ciência” e condenado por tráfico de menores. Além de Epstein, há foco sobre figuras poderosas ligadas a ele, entre elas Bill Gates, Elon Musk, Sergey Brin e Donald Trump.
Os documentos apontam mensagens e correspondências que sugerem ligações entre Epstein e pessoas influentes, com menções a Gates, Brin e a outros nomes relevantes do meio. Também aparecem indícios de estratégias e discussões envolvendo assuntos sensíveis ligados a Gates.
Epstein foi banido permanentemente do Xbox Live, conforme os registros. A Microsoft informou que a suspensão ocorreu em 2013 por motivos de conduta inadequada, e que a empresa também era signatária de políticas para excluir pessoas cadastradas como ofensores.
Redações forenses e red actions
O DOJ informou que parte do atraso na divulgação se deu pela necessidade de redigir informações sensíveis, como dados de vítimas. No entanto, algumas informações liberadas parecem ter sido expostas inadvertidamente.
O material inclui correspondência de Epstein que descreve atividades de SEO para suprimir notícias sobre seus crimes, com referências a tentativas de melhorar resultados de busca.
Jmail e disponibilidade de documentos
Mais de 20 mil páginas de e-mails de Epstein foram tornadas públicas por comitês do Congresso. Pesquisadores reformataram os documentos em um formato de inbox para facilitar a busca por termos como Trump ou SEO.
Especialistas destacam que o conjunto de dados amplia investigações sobre Epstein e as pessoas ao redor dele, incluindo algumas figuras acadêmicas associadas a instituições de prestígio.
Cientistas e a relação com Epstein
Vários cientistas e instituições receberam aportes de Epstein ao longo de décadas. Em meio às divulgações, surgem perguntas sobre o papel de financiadores na cultura de pesquisa e sobre possíveis conflitos de interesse.
A revista The Verge entrevistou pesquisadoras e instituições ligadas publicamente a Epstein. Responsáveis de algumas organizações não comentaram, enquanto outras fontes não responderam aos pedidos de comentário.
Novos relatos sobre ligações com a indústria tecnológica
Entre as informações divulgadas, há referências a entidades como o MIT Media Lab e a figura de Joichi Ito. Ito deixou o cargo após investigações sobre a origem de financiamentos de Epstein.
A divulgação dos arquivos continua a revelar a extensão das ligações entre Epstein e figuras proeminentes no setor científico e tecnológico, bem como os mecanismos usados para divulgar ou ocultar informações.
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