- Entre 26 e 30 de janeiro de 2026, ocorre em São Paulo o treinamento Manejo da Tuberculose Resistente a Medicamentos para Países Lusófonos, com foco em saúde e gestão de programas de tuberculose multirresistente.
- Participam profissionais de saúde e gestores de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné Bissau e unidades federadas do Brasil, visando qualificação do cuidado e fortalecimento de estratégias.
- O evento é promovido pela TB Alliance e pela PeerLINC, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da CGTM/Dathi/SVSA, com atividades clínicas, laboratoriais, programáticas e temáticas como custo-efetividade e inclusão social.
- Os esquemas terapêuticos BPaL e BPaLM, incorporados ao SUS em 2023, encurtam o tratamento da tuberculose resistente de dezoito para seis meses, o que pode melhorar adesão e resultados.
- O treinamento inclui troca de experiências, visitas de campo e visa ampliar a implementação desses regimes nos países lusófonos, fortalecendo a cooperação regional para a eliminação da tuberculose.
O treinamento Manejo da Tuberculose Resistente a Medicamentos para Países Lusófonos ocorre em São Paulo, entre 26 e 30 de janeiro de 2026. Participam profissionais de saúde e gestores dos programas de TB de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné Bissau, além de unidades federadas do Brasil. O objetivo é qualificar o cuidado e fortalecer estratégias contra a tuberculose multirresistente.
Promovido pela TB Alliance e pela PeerLINC, o evento conta com parceria do Ministério da Saúde, por meio da CGTM/Dathi/SVSA. A programação abrange componentes clínicos, laboratoriais e programáticos, com foco em custo-efetividade, equidade de gênero, inclusão social e engajamento comunitário.
A TB resistente ocorre quando a bactéria Mycobacterium tuberculosis resiste a pelo menos um medicamento do tratamento. Em 2023, o Brasil passou a usar a pretomanida pelo SUS, permitindo esquemas encurtados como BPaL e BPaLM, reduzindo o tratamento de 18 para 6 meses. Isso aumenta adesão e efetividade.
Esses esquemas representam avanço na prática clínica e na organização do cuidado. O treinamento pretende apoiar a implementação segura e com qualidade desses regimes nos serviços de TB.
Troca de experiências e visitas de campo
O formato baseado em casos inclui a apresentação da experiência brasileira na adoção dos esquemas BPaL e BPaLM. Também haverá visitas de campo para apoiar a implantação rápida desses regimes nos países participantes.
A iniciativa fortalece a cooperação entre países de língua portuguesa, ampliando a capacidade regional de resposta à TB resistente. A ação contribui para a meta global de eliminar a TB como problema de saúde pública.
Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS, destaca que o manejo eficiente da TB resistente é fundamental para reduzir adoecimentos e avançar na eliminação da doença. O treinamento foca na qualificação de equipes e na organização de fluxos de atendimento.
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