- Estudo nacional publicado em Diabetic Medicine, em 2024, encontra menores prescrições de monitores contínuos de glicose (CGMs) entre pretos e sul-asiáticos na Inglaterra.
- A análise aponta que a etnia e a deprivation influenciam a variação de acesso a CGMs, levando a desigualdades significativas.
- Minorias étnicas representavam 17,5% da população atendida por conselhos de cuidado integrado (ICBs) com prescrição de CGMs abaixo da média em 2024; em áreas com prescrição acima da média, esse grupo chegou a 5,3%.
- Cerca de 5,8 milhões de pessoas no Reino Unido vivem com diabetes; pessoas de origem negra e sul-asiática têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 até os 25 anos.
- O NICE recomenda acesso universal à tecnologia de diabetes para adultos com diabetes tipo 1 e 2, mas o estudo indica implementação desigual das diretrizes em Inglaterra, com defesa de ações para reduzir lacunas.
Estudo divulgado na revista Diabetic Medicine em 2024 aponta desigualdades no acesso a tecnologia de diabetes no NHS da Inglaterra. Pessoas negras e sul-asiáticas aparecem com prescrição de monitores contínuos de glicose (CGMs) menor por mil habitantes, mesmo com maior probabilidade de conviver com a condição. A análise utiliza dados nacionais de prescrição.
A pesquisa destaca que minorias étnicas representaram 17,5% da população atendida por conselhos de cuidados integrados (ICBs) com taxa de prescrição abaixo da média em 2024. Em contraste, esse grupo representou apenas 5,3% das áreas com prescrição acima da média. Cerca de 5,8 milhões de britânicos vivem com diabetes no país.
Autores ressaltam que as diretrizes da Nice recomendam acesso amplo a tecnologias de diabetes para adultos com tipos 1 e 2. No entanto, o estudo indica implementação desigual em diferentes regiões da Inglaterra, com persistência de barreiras estruturais.
Contexto e implicações
O líder da diabete UK, Anthony Walker, afirma que as disparidades são reais e exigem ações para disseminar o uso de CGMs em comunidades carentes. Profissionais de saúde precisam ser apoiados para identificar lacunas de acesso e planejar intervenções segmentadas.
O pesquisador sênior Samuel Seidu, da University of Leicester, aponta que a etnia e a deprivation explicam grande parte da variação na prescrição de CGMs, sugerindo desigualdades estruturais no cuidado. Ele ressalta a necessidade de implementação consistente das diretrizes do Nice.
Dados anteriores já haviam mostrados que fatores econômicos afetam o acesso a dispositivos fornecidos pelo NHS, incluindo smartphone, essencial para uso efetivo de algumas tecnologias. O estudo reforça a urgência de políticas públicas que reduzam barreiras financeiras e geográficas ao acesso a CGMs.
Entre na conversa da comunidade