- Na véspera de Natal, Iceland registrou temperaturas próximas de 20°C, com 19,8°C em Seyðisfjörður (leste) e 19,7°C em Bakkagerði (leste).
- O recorde anterior de 19,7°C havia sido registrado em 2019, em Kvískerjar, no sudeste.
- Condições de ar tropical quente e uma forte alta pressão favoreceram o aquecimento atípico.
- A ilha tem enfrentado aquecimentos climáticos recentes, incluindo ondas de calor em maio e o avanço de mosquitos pela primeira vez no país.
- A tendência de aquecimento no Ártico, cerca de quatro vezes mais rápida que a média global, tem impactos em geleiras, ecossistemas e atividades econômicas.
O Natal registrou temperaturas próximas de recorde em Iceland, com noites de 19.8C em Seyðisfjörður e 19.7C em Bakkagerði. O recorde anterior de 19.7C ocorreu em 2019, segundo o escritório meteorológico local. Condições de ar tropical quente e alta pressão explicam o fenômeno.
O aquecimento global é apontado como pano de fundo, com o país enfrentando verões mais quentes e eventos incomuns. Em maio, áreas do país tiveram ondas de calor até 3C-4C acima da média, atingindo 26.6C em Egilsstaðavir no aeroporto da região leste.
A temperatura recorde de Natal foi atingida sob a ação de uma massa de ar quente de origem tropical, associada a um regime de alta pressão que manteve o ar estável e impediu a entrada de ar frio. O fenômeno aumentou a probabilidade de dias excepcionalmente quentes.
Temperaturas recordes e causas
Além das máximas deste mês, estudos indicam que o Ártico aquece quase quatro vezes mais rápido que a média global. Esse aquecimento tem levado ao degelo de geleiras, mudanças ecológicas e surgimento de espécies anteriormente ausentes no país.
Pesquisadores destacam que, desde o início do ano, o clima mais quente afeta várias áreas, incluindo a observação de peixes de climas mais quentes no litoral. Mosquitos também têm aparecido pela primeira vez no território, sinal de alterações climáticas locais.
A atuação de sistemas de alta pressão e a entrada de ar quente de origem tropical ajudam a explicar as anomalias registradas. O período recente reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de medidas de adaptação às mudanças climáticas.
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