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Técnica brasileira inovadora viabiliza cirurgia de próstata no SUS sem robôs

Técnica brasileira AORP usa instrumentos convencionais para reproduzir a lógica robótica, reduz custos em até quatro vezes e mantém eficácia oncológica e recuperação mais rápida no SUS

Fotografia de uma equipe de cirurgiões com instrumentos cirúrgicos realizam cirurgia.
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  • AORP — Open Anterograde Anatomic Radical Prostatectomy — reproduz a lógica da cirurgia robótica usando apenas instrumentos convencionais, sem robô.
  • Desenvolvida pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto da Uerj, teve origem em 2015 e segue aprovação ética e registro em Clinical Trials.
  • Em estudo com 240 pacientes (2016 a 2019), a técnica apresentou menor perda sanguínea, menor tempo de anastomose e recuperação urinária mais rápida em comparação com a técnica tradicional.
  • Em trinta dias, 60,9% dos pacientes operados pela AORP ficaram continentess, ante 42% no grupo tradicional, com menor taxa de complicações e melhor preservação nervosa; o controle oncológico foi equivalente entre as técnicas.
  • Custa quase quatro vezes menos do que a cirurgia robótica, destacando potencial para ampliar o acesso ao tratamento pelo SUS sem depender de equipamentos caros.

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj) apresentou uma técnica brasileira que reproduz a lógica da cirurgia robótica usando instrumentos convencionais na prostatectomia radical. O objetivo é oferecer os benefícios da robótica sem os altos custos, especialmente para o SUS. A AORP começou a ser pesquisada em 2015, após revisão de técnicas abertas, laparoscópicas e robóticas.

Desenvolvida pela equipe da Uerj, a AORP utiliza dissecção anterógrada, preservação do colo vesical e uretra, além de anastomose contínua segundo a técnica de Van Velthoven. A ideia é alcançar precisão similar à robótica com recursos comuns, sem investimento em plataforma cara.

Estudos com pacientes

Após um estudo piloto com 10 pacientes, a equipe realizou um ensaio clínico randomizado com 240 pacientes entre 2016 e 2019. Os resultados mostraram menor perda sanguínea, tempo de anastomose reduzido e recuperação urinária mais rápida na AORP. Em 30 dias, 60,9% ficaram continentemente operados, contra 42% no grupo tradicional.

No aspecto oncológico, ambas as técnicas apresentaram controle equivalente da doença, o que confirma que a AORP não compromete a segurança oncológica. Cinco anos de seguimento indicam manutenção desse equilíbrio entre cura e funcionalidade.

Custos e alcance

Comparações indicam tempos de internação semelhantes entre AORP e cirurgia robótica, com custo quase quatro vezes menor, ao considerar apenas o investimento na robótica. O benefício financeiro é relevante para hospitais públicos com orçamento restrito.

A AORP surge como alternativa estratégica para países sem acesso amplo à robótica. No SUS, pode representar transformação ao ampliar o acesso a padrões cirúrgicos avançados com menor custo. A técnica também facilita formação de novos profissionais.

Inovações brasileiras

A experiência do Hupe-Uerj evidencia que inovação pode ocorrer sem tecnologia de ponta. A AORP demonstra que domínio anatômico e refinamento técnico podem ampliar resultados, especialmente onde a robótica é acessível apenas de forma limitada.

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