- O foguete HANBIT-Nano explodiu durante a tentativa de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite desta segunda-feira (22), frustrando o primeiro empreendimento orbital brasileiro desde 1999.
- A Força Aérea Brasileira informou que, após a saída da plataforma, houve uma anomalia que fez o veículo colidir com o solo; uma nuvem de fogo envolveu o foguete.
- O Corpo de Bombeiros do CLA e a FAB enviaram equipes ao local para analisar destroços e a área de colisão; a operação é coordenada pela FAB.
- A tentativa foi adiada pela terceira vez em razão de anomalias em válvula de ventilação do tanque de metano do segundo estágio, e de necessidade de substituição de componente do sistema de resfriamento do oxidante do primeiro estágio.
- O HANBIT-Nano é um veículo de dois estágios que pode levar até 90 quilos de carga útil a uma órbita de aproximadamente 500 quilômetros; o projeto envolve parceria público-privada para avançar futuras missões espaciais brasileiras.
O lançamento do foguete HANBIT-Nano, desenvolvido por empresa sul-coreana, acabou em explosão durante a tentativa de voo no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O evento ocorreu na noite desta segunda-feira, 22, após a decolagem, quando o veículo desviou do previsto e colidiu com o solo.
A FAB informou que, após a saída da plataforma, o foguete apresentou anomalia que levou à colisão com o terreno. Equipes da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros do CLA foram acionadas para analisar destroços e a área de impacto, sob coordenação de segurança, rastreio e coleta de dados.
Nova tentativa de lançamento havia sido adiada pela terceira vez devido a falhas técnicas. Desta vez, a paralisação decorreu de anomalias em uma válvula de ventilação/ sistema de resfriamento durante o abastecimento, segundo a FAB.
Detalhes técnicos e cenário
O HANBIT-Nano é um veículo de dois estágios capaz de colocar até 90 kg em uma órbita de cerca de 500 km. O projeto envolveu 247 profissionais, incluindo 102 engenheiros, e aponta para lançamentos mais ágeis e de menor custo.
O acidente marca o terceiro adiamento desde o planejamento inicial. A primeira previsão foi em 22 de novembro, com falhas intermitentes nos sinais em teste de aviônicos. Um segundo atraso ocorreu entre 17 e 19 de dezembro para substituição de componentes do sistema de resfriamento.
A parceria entre Brasil e empresa privada visa viabilizar o primeiro lançamento orbital no território brasileiro desde 1999. Em 2003, houve explosão de um foguete ainda no solo, resultando em mortes e paralisando atividades por anos.
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