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Astrônomos descobrem nova companheira de Betelgeuse em imagem surpreendente

Astrônomos confirmam a descoberta de uma companheira estelar de Betelgeuse, que pode impactar nossa compreensão sobre supergigantes.

Imagem do telescópio Gemini Norte mostra Betelgeuse (laranja) e sua companheira oculta (azul) (Foto: AFP/NOIRLab)
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  • Astrônomos americanos descobriram uma companheira estelar de Betelgeuse, a supergigante vermelha da constelação de Órion.
  • A descoberta foi feita utilizando a técnica de “imageamento salpicado”.
  • A nova estrela possui 50% mais massa que o Sol e ainda não começou a queimar hidrogênio.
  • A companheira se formou há cerca de 10 milhões de anos e está a quatro vezes a distância da Terra ao Sol.
  • A fusão entre as duas estrelas deve ocorrer em menos de 10 mil anos, e novas observações estão previstas para novembro de 2027.

Um grupo de astrônomos americanos fez uma descoberta significativa ao identificar uma companheira estelar de Betelgeuse, a famosa supergigante vermelha da constelação de Órion. Utilizando a técnica de “imageamento salpicado”, os cientistas conseguiram confirmar a existência desse astro, que possui 50% mais massa que o Sol.

Betelgeuse, conhecida por suas reduções de brilho a cada seis anos, é um objeto de interesse para os astrônomos, especialmente devido à sua expectativa de explosão como supernova. Entre 2019 e 2020, a estrela teve um apagamento tão intenso que gerou especulações sobre uma possível detonação iminente, mas isso foi posteriormente atribuído a uma nuvem de poeira ejetada.

Descoberta da Companheira

A nova estrela, que ainda não começou a queimar hidrogênio, é considerada um “bebê estelar”. Ela se formou aproximadamente na mesma época que Betelgeuse, há cerca de 10 milhões de anos. A proximidade da companheira com a supergigante, a cerca de quatro vezes a distância da Terra ao Sol, faz com que ela perca velocidade e se aproxime cada vez mais de Betelgeuse, prevendo-se que em menos de 10 mil anos ocorrerá uma fusão entre elas.

A pesquisa, liderada por Steve Howell, do Centro Ames de Pesquisa da NASA, utilizou o telescópio Gemini Norte, no Havaí. A técnica de “imageamento salpicado” permitiu capturar imagens de exposição ultrarrápida, superando as distorções atmosféricas que dificultavam a visualização da companheira.

Implicações da Descoberta

Os resultados da pesquisa, publicados no Astrophysical Journal Letters, não apenas esclarecem um dos mistérios de Betelgeuse, mas também podem ajudar a entender outras estrelas supergigantes que apresentam comportamentos semelhantes. Os astrônomos planejam observar novamente a companheira em novembro de 2027, quando ela estará em uma posição mais favorável para ser estudada.

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