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Robôs feitos de matéria orgânica revolucionam a tecnologia e a sustentabilidade

Novo robô com tecido muscular esquelético alcança giros precisos, superando limitações anteriores e ampliando as possibilidades na robótica aquática.

Pequeno robô produzido com tecido muscular proveniente de esqueleto (Foto: Takeuchi et al (2024), Matter)
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  • Um novo robô desenvolvido com tecido muscular esquelético apresenta movimentos de rotação mais precisos.
  • A pesquisa foi liderada por Shoji Takeuchi, professor da Universidade de Tokyo, e publicada na revista Matter.
  • O robô, que se movimenta na água, possui uma estrutura semelhante a pernas e realiza giros suaves.
  • O uso de materiais biológicos permite funções como movimento adaptativo e interação suave com o ambiente.
  • Takeuchi acredita que essa tecnologia pode melhorar a compreensão dos mecanismos de locomoção humana e possibilitar robôs mais eficazes em ambientes complexos.

Um novo robô desenvolvido com tecido muscular esquelético apresenta movimentos de rotação mais precisos, superando limitações de modelos anteriores. A pesquisa, liderada por Shoji Takeuchi, professor da Universidade de Tokyo, foi publicada na revista Matter.

O robô, que se movimenta em água, possui uma estrutura branca dividida em dois eixos, semelhante a pernas. Ele realiza movimentos giratórios, mantendo seu eixo central. Takeuchi destaca que o uso de materiais biológicos permite resultados que seriam difíceis de alcançar apenas com componentes sintéticos. A integração desses materiais possibilita funções como movimento adaptativo e interação suave com o ambiente.

Pesquisas anteriores já exploraram o uso de materiais biológicos na robótica, como pernas de aranha em pinças robóticas e robôs que simulam peixes com células-tronco. No entanto, o foco do estudo atual foi desenvolver um robô capaz de realizar giros suaves, algo que modelos anteriores não conseguiam. O tecido muscular esquelético, controlado por estimulações elétricas, mostrou-se eficaz para essa finalidade.

Para garantir o funcionamento adequado, o tecido foi acoplado a colágeno e preservado em meios de cultura, que fornecem os nutrientes necessários. Os resultados foram promissores, com o robô demonstrando movimentos de avanço, parada e giros precisos, superando robôs bio híbridos convencionais.

Takeuchi acredita que essa tecnologia pode aprofundar a compreensão dos mecanismos naturais de locomoção humana. Além disso, os aprendizados podem levar à construção de robôs mais eficazes em ambientes complexos, com movimentos mais suaves, semelhantes aos humanos. O pesquisador também sugere que, no futuro, diferentes camadas de pele natural poderiam ser utilizadas para proteger o tecido muscular, aumentando a durabilidade e a aplicação do robô.

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