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Pulseira inovadora permite controlar computadores apenas com gestos

Pesquisadores da Meta desenvolvem pulseira que interpreta sinais elétricos musculares, permitindo controle de dispositivos apenas pela intenção de movimento.

Com um toque do polegar contra o indicador, você pode abrir um aplicativo no seu computador (Foto: Laboratórios de Realidade, Meta)
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  • Pesquisadores da Meta desenvolveram uma pulseira que controla computadores com a intenção de movimento, usando inteligência artificial para interpretar sinais elétricos musculares.
  • O protótipo, semelhante a um relógio de pulso, permite mover o cursor do laptop com um giro do pulso ou abrir aplicativos ao tocar o polegar no indicador.
  • A tecnologia detecta sinais elétricos dos músculos antes do movimento ser realizado, permitindo que o usuário apenas tenha a intenção de se mover.
  • A pulseira utiliza eletromiografia (EMG) e foi testada com dados de dez mil pessoas, tornando o sistema acessível e eficiente.
  • A Meta planeja integrar essa tecnologia em seus produtos, incluindo óculos inteligentes que podem tirar fotos e gravar vídeos.

Pesquisadores da Meta desenvolveram uma pulseira inovadora que permite controlar computadores apenas com a intenção de movimento, utilizando inteligência artificial para interpretar sinais elétricos musculares. O protótipo, que se assemelha a um relógio de pulso, possibilita ações como mover o cursor do laptop com um leve giro do pulso ou abrir aplicativos ao tocar o polegar no indicador.

A pulseira detecta sinais elétricos emitidos pelos músculos ao mover os dedos, capturando impulsos que indicam a intenção de ação antes mesmo de o movimento ser realizado. Thomas Reardon, vice-presidente de pesquisa da Meta, destaca que o usuário não precisa se mover fisicamente, apenas ter a intenção de se mover. Essa tecnologia visa criar interações mais ágeis e intuitivas com dispositivos, dispensando o toque físico.

Avanços Tecnológicos

A pulseira utiliza eletromiografia (EMG), uma tecnologia que já é aplicada em próteses para amputados. Com a aplicação de inteligência artificial, a equipe da Meta analisou dados de 10 mil pessoas para identificar padrões elétricos, tornando o sistema eficiente e acessível a novos usuários. Patrick Kaifosh, diretor de pesquisa científica da Reality Labs, afirma que a tecnologia funciona imediatamente com qualquer pessoa.

Além de seu potencial para o público geral, a pulseira também pode beneficiar pessoas com deficiência. Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon testam o protótipo com indivíduos que sofreram lesões medulares, que ainda mantêm a ativação de algumas fibras musculares. Reardon explica que, ao ter a intenção real de se mover, mesmo sem executar o gesto, o dispositivo reconhece o padrão.

Futuro da Interação

A Meta planeja incorporar essa tecnologia em seus produtos nos próximos anos. Em demonstrações recentes, a pulseira foi utilizada para controlar uma versão experimental de óculos inteligentes da empresa, que podem tirar fotos, gravar vídeos e descrever o ambiente ao redor. Essa inovação representa um passo significativo em direção a interfaces computacionais mais intuitivas e menos invasivas, ampliando as possibilidades de interação com a tecnologia.

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