- Um estudo do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) mostra que a adição de sal de sódio em eletrólitos de líquidos iônicos próticos pode melhorar a mobilidade dos íons em baterias de íons de sódio.
- A pesquisa foi publicada no Journal of Molecular Liquids e realizada em parceria com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
- As baterias de íons de sódio são vistas como uma alternativa viável para o armazenamento de energia renovável, devido à abundância do sódio.
- Os pesquisadores utilizaram simulações de dinâmica molecular para analisar como a concentração de sal de sódio afeta a interação entre íons, resultando em melhorias no desempenho das baterias.
- O CINE dará continuidade à pesquisa com um novo estudo para otimizar ainda mais as interações entre os íons nos eletrólitos.
Um novo estudo do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) revela que a adição de sal de sódio em eletrólitos de líquidos iônicos próticos pode melhorar a mobilidade dos íons, otimizando o desempenho das baterias de íons de sódio. A pesquisa, publicada no Journal of Molecular Liquids, foi realizada em colaboração com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
As baterias de íons de sódio são consideradas promissoras para o armazenamento de energia renovável, especialmente em parques solares e eólicos, devido à abundância do sódio. O funcionamento dessas baterias depende do deslocamento de íons de sódio entre os eletrodos, atravessando o eletrólito durante a carga e descarga. Os líquidos iônicos, que são bons condutores e não inflamáveis, têm sido estudados como eletrólitos, mas a adição de sódio pode aumentar a viscosidade, dificultando a mobilidade dos íons.
Avanços na Pesquisa
Os pesquisadores do CINE focaram em eletrólitos baseados em líquidos iônicos próticos, que são mais baratos e fáceis de produzir, mas menos estudados. A equipe, liderada por Tuanan da Costa Lourenço, utilizou simulações de dinâmica molecular para investigar como a concentração de sal de sódio afeta a organização e interação dos íons. Os resultados indicaram que o aumento da concentração de sal altera a interação entre o íon sódio e o ânion, o que pode ser vantajoso para o funcionamento da bateria.
Além disso, a pesquisa contou com a colaboração de especialistas da Universidade de Bonn, que contribuíram para o desenvolvimento de novas ferramentas e modelos. Lourenço destacou que a colaboração internacional foi fundamental para aprofundar as discussões e conclusões do estudo.
Futuras Direções
O CINE continua a pesquisa com um segundo estudo que busca entender como modular as interações entre os íons dos líquidos iônicos para otimizar ainda mais o desempenho das baterias. O projeto é apoiado pela FAPESP, Shell, Capes e agências europeias, além de contar com suporte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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